Publicações

  • Fonte normal
  • Aumentar fonte
  • Adicionar a favoritos
  • Imprimir
  • Envie para um amigo:





Saber Viver Profissional de Saúde » Saber Viver Profissional de Saúde n.19

06/2010

Novo código de ética médica entra em vigor

Depois de dois anos de discussões, o novo código de ética médica brasileira entrou em vigor no mês de abril. Entre os principais a vanços, está a preocupação em melhorar a relação médico-pacien te, alvo de muitas reclamações dos usuários dos serviços públicos e particu lares de saúde. Vários artigos do novo código pre tendem acabar com a pressa e a desatenção por parte de alguns médicos.

Com as novas regras, os pacientes são tão responsáveis pela escolha do tratamento clínico quanto os próprios mé dicos. O documento estabelece que o profissional de saúde deve apresentar todas as possibilidades clínicas existentes, desde que comprovadas cientificamente, e deixar a escolha para o do ente. Esta regra vale desde o tratamen to de um simples resfriado até decisões de tratamentos mais complexos.

Outra mudança importante que facilitará a vida de pacientes e farmacêuticos é a proibição do uso de letras ile gí veis nas receitas. Há muitos casos de pes soas que tomaram medicação er rada, ou até mesmo deixaram de tomar o remédio, porque não foi possível com preender o que estava escrito no re ceituário.

Também será obrigação do médico colaborar com o seu paciente caso ele discorde do diagnóstico dado e queira ouvir uma segunda opinião.
Especialistas de todas as áreas serão regulados pelo novo código. Entretanto, duas áreas ganharam destaque nas novas normas. A reprodução assistida, antes regida apenas por reso luções sanitárias, ganhou duas regras de conduta: é proibido escolher o sexo do bebê durante a fertilização e o profissional só pode trabalhar com um número limitado de embriões, para evitar as gestações de quíntuplos ou mais.
Outra área que ganhou normas específicas foi a da medicina estética e da cirurgia plástica. Os médicos só podem receitar depois de ver o paciente, não podem atuar em centros de beleza que vendem produtos ou oferecem serviços como manicures e também não podem diagnosticar por veículos de comunicação.

Compartilhe