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Solução » Solução n.21

12/2007

Novo consenso é apresentado ao país

Documento traz recomendações que devem ser adaptadas caso a caso

 

No final de 2007, o Ministério da Saúde visitou três cidades apresentando o novo consenso para terapia anti-retroviral em adultos e adolescentes infectados pelo HIV. Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PN) e São Paulo (SP) receberam integrantes do comitê responsável pelo documento para discutir as novidades. No Rio de Janeiro, o evento ocorreu num hotel em Copacabana, reunindo profissionais interessados, por exemplo, na inclusão de um novo anti-retroviral (ARV), o darunavir, que passará a ser distribuído em 2008. Um dos palestrantes, o infectologista Ricardo Sobhie Diaz, chamou a atenção para o perigo da interpretação esquemática do documento: “O tratamento tem que ser individualizado”,ressaltou. Ricardo é professor da Escola Paulista de Medicina (Unifesp).

Novidades positivas
Sabe-se que a sobrevida conquistada para os portadores do HIV veio junto com o caráter crônico-degenerativo da doença. Segundo a introdução ao novo consenso, as pessoas em tratamento prolongado com anti-retrovirais sofrem efeitos de toxidade (como a lipodistrofia), convivem com condições concomitantes (como a hepatite B ou C), além das variantes virais resistentes aos medicamentos. Por esses fatores, as recomendações para a terapia anti-retroviral precisam ser revistas e atualizadas de tempos em tempos. Entre as novidades positivas já descritas neste novo consenso, está apossibilidade de drogas novas para os vírus resistentes, como o darunavir, e o fato de que temos hoje drogas menos tóxicas e mais efi-cazes, possibilitando o início de tratamento mais precoce.

Em novembro de 2006, o PN-DST/Aids reuniu o Comitê Assessor para Terapia Anti-retroviral de Adultos e Adolescentes para discutir modificações no processo de atualização das recomendações. O objetivo deste consenso, ainda conforme seu texto introdutório, é indicar rotinas que preparem o sistema de saúde para a segunda década de acesso universal ao tratamento. Foram considerados os mais recentes avanços, tendo em vista os medicamentos atualmente registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Sessão interativa
Durante a apresentação que ocorreu no Rio de Janeiro, Ricardo Diaz levou exemplos de casos clínicos para discutir. Uma descrição do caso era projetada numa tela, seguida de algumas sugestões de tratamento. Através de um sistema eletrônico, quem assistia podia votar em uma ou outra opção: “A resposta tem que ser dada caso a caso, pois depende das especificidades de cada paciente”, comentou Ricardo.

SAIBA+
Em www.aids.gov.br, no link “Documentos e publicações”, está disponibilizada a última versão do consenso.
Em www.aids.gov.br/mediacenter, estão disponibilizados em vídeo os eventos nos quais foi apresentado o novo consenso.

Veja um exemplo de questão apresentada pelo infectologista Ricardo Diaz durante a sessão interativa:

AMA, sexo feminino, 27 anos, casada, natural e procedente de Tubarão, SC, realiza teste anti-HIV em outubro 2002 após saber que o ex-namorado havia falecido de aids. Sem nenhum sintoma ou sinal de doença, apresentava CD4 de 215 células/ mm3, carga viral 110.000 cópias/ml, Hb=10.5, Ht=32. Marido também com diagnóstico de infecção pelo HIV em exame realizado após a descoberta do estado sorológico da esposa.

A sua conduta seria:
(a) Confirmar CD4 e CV em três meses e discutir necessidade de início de terapia anti-retroviral (TARV).
(b) Início de profilaxia primária para Pneumocystis jirovecii (carinii) e confirmação dos níveis de CD4 antes da introdução de TARV
(c) Início de TARV
(d) TARV e profilaxia para Pneumocystis jirovecii
(Conheça a resposta correta na página 4)

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