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Saber Viver » Saber Viver n.18

10/2002

Novos Medicamentos

O que foi visto em Barcelona

Apesar de não ser um evento que apresenta novidades na área científica, a Conferência Mundial é mais um espaço para divulgação de medicamentos que ainda estão em pesquisa. A Saber Viver destacou para você os mais badalados durante o evento.

Efuvirtida – T20 – Inibidor de fusão (ou inibidor de entrada) – O mais comentado e discutido em Barcelona. O T20 é o primeiro medicamento de uma nova classe de remédios anti-Aids: inibidor de fusão, que impede a entrada do vírus na célula. Segundo pesquisas que duram um ano, essa droga poderia ter menos efeitos colaterais do que as já comercializadas e continua a fazer efeito mesmo depois que o vírus passa a ser resistente a outros anti-retrovirais. A maior desvantagem desse produto é a forma como ele é absorvido: duas injeções subcutâneas (sob a pele). Porém, vale lembrar que os diabéticos utilizam injeções subcutâneas diariamente para tomarem insulina. Alguns médicos temem que, por ser via cutânea, o T20 tenha uma adesão baixa, até porque ele não substitui os outros medicamentos, somente diminui o número de cápsulas. Para combater essa tese, durante a Conferência, o laboratório Roche divulgou uma pesquisa sobre a qualidade de vida de 320 pessoas que estão tomando o T20. Elas relataram na pesquisa que o medicamento é um empecílio somente na hora das viagens, porque existe uma série de restrições para armazenar o produto.

Esse remédio deve ser liberado em abril do próximo ano nos Estados Unidos. Existem outros medicamentos desta classe que estão em pesquisas iniciais. Um deles é o T1249.

Tenofovir – Viread – Análogo de nucleotídeo – Esse medicamento já está liberado nos Estados Unidos, mas não é distribuído pelo Ministério da Saúde. O tenofovir foi bastante discutido em Barcelona. Trata-se de um novo medicamento da classe dos inibidores de transcriptase reversa, porém análogo de nucleotídeo. Ele atua com eficiência em pacientes que estão com resistência aos análogos de nucleosídeos. A maior vantagem desse remédio é que ele pode ser tomado em dose única por dia. Em Barcelona, o laboratório Gilead divulgou um estudo no qual 150 pacientes tomavam tenofovir em dose única pela manhã com nevirapina e didanosina, e os resultados, segundo alguns médicos, foram bastante satisfatórios. Ele deve ser evitado em pacientes que têm problemas renais.

Mais opções para pessoas em falência TERAPÊUTICA

Uma tendência que vem sendo observada por vários médicos é que indústria farmacêutica está pesquisando e lançando novas drogas que beneficiem pacientes que já apresentaram resistência aos anti-retrovirais disponíveis, como é o caso do tenofovir e dos inibidores de fusão. 

Durante a conferência, Roberto Gallo, pesquisador que reivindica a descoberta do HIV, declarou que os inibidores de protease serão substituídos por novos medicamentos, menos tóxicos para o organismo, daqui a cerca de cinco anos. “Esses remédios são muito tóxicos e existem pesquisas avançadas com novas opções para substituí-los”, antecipa o pesquisador empolgado com o resultado de pesquisas com os inibidores de fusão.


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