Saber Viver Hepatite

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06/2006

O CUIDADO é a palavra mágica para um FUTURO melhor

Compartilhando uma lâmina de barbear. Assim que o paulista Ronald Tenório (foto), 40 anos, acredita ter contraído o vírus da hepatite C, diagnosticado em 1996, logo após ele saber que também estava infectado pelo HIV. “Naquela época, eu percebi que os profissionais de saúde não sabiam o que fazer diante desta co-infecção”.
Ronald sente no corpo os efeitos que a hepatite pode causar no tratamento contra a aids: “já mudei a terapia contra o HIV várias vezes, porque o meu fígado, por ser muito debilitado, não processa bem os medicamentos”, explica. Em 1996, na época do diagnóstico, o médico optou por tratar somenteo HIV e “deixar a hepatite pra lá”, como lembra Ronald. Hoje, em função do sistema imunológico muito baixo, ele não pode fazer o tratamento da hepatite com interferon. “Tenho nódulos no fígado e luto contra a depressão”, revela. Se tivesse que voltar no tempo, Ronald afirma que nunca deixaria de usar o preservativo nas relações sexuais e nunca usaria objetos pessoais de outras pessoas. “Aceitar as duas doenças foi muito difícil para mim”, reconhece. Como válvula de escape, ele começou a beber e a usar drogas, o que agravou ainda mais o seu estado de saúde.
Mas, hoje, muita coisa mudou. Além de fazer parte de um grupo de adesão e de usuários de drogas no Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids do Estado de São Paulo, Ronald freqüenta diariamente uma instituição que trabalha pela abstinência de álcool e drogas. “Graças à Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids de São Paulo, ao Grupo HCVida e ao Núcleo Hepativos, desenvolvo um trabalho de controle social para melhorar o tratamento e a qualidade de vida das pessoas co-infectadas no estado”, orgulha-se Ronald, que está há 7 meses sem utilizar drogas lícitas e ilícitas. “Temos que nos cuidar muito bem. Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito muita coisa diferente. Mas, como isso não é possível, estou me cuidando muito melhor. As pessoas que têm HIV devem se prevenir ou tratar das hepatites B e C. O cuidado é a palavra mágica para um futuro melhor”, finaliza.

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