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Solução » Solução n.22

02/2008

O estudo não pode parar

Eventos científicos são especialmente importantes para quem trabalha com HIV/ aids


Em breve, no Rio de Janeiro, acontecem dois congressos internacionais na área de HIV/ aids. A VIII Conferência Brasil Johns Hopkins University – HIV/Aids, dias 3 e 4 de abril, e o II Congresso da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa sobre DST e Aids, de 25 a 28 de abril.

Além desses dois, Bruno Pereira Lins já agendou outros seis eventos científicos para 2008. Auxiliar de farmácia no Hospital de Ipanema, no Rio de Janeiro, ele não pretende restringir sua formação às aulas na Faculdade de Farmácia, onde cursa o primeiro período: “É importante o contato com gente experiente; começar do zero é perda de tempo num mundo globalizado”, explica. Aos 25 anos, Bruno já tem no currículo nove certifi cados extracurriculares, como os do Seminário de Terapia Anti-Retroviral 2007/2008 e o Aperfeiçoamento Técnico em Farmácia Hospitalar, cursado no Ipec/ Fiocruz.

De agenda cheia, o estudante aponta como difi culdade para sua participação nos eventos a conciliação com seu horário de trabalho: “Precisamos do apoio das chefias para remanejar a equipe de acordo com esses compromissos”, pensa. Outra difi culdade, segundo ele, é o custo envolvido. Para participar do 5º Congresso Riopharma, no Rio de Janeiro, em setembro de 2007, ele gastou um total de R$281,00 com transporte, almoço e inscrição. Morador de Nova Iguaçu-RJ, a apenas 43 quilômetros do Rio, não precisou gastar com hospedagem. Mesmo assim, somando todos os encontros, o gasto é grande para quem está no começo da faculdade. Mas parece valer a pena. Bruno afirma que, além do ganho de conhecimentos, o contato O estudo não pode parar Eventos científi cos são especialmente importantes para quem trabalha com HIV/ aids com profi ssionais da área tem proporcionado novos amigos.

HIV/ aids requer atualização constante
Atenta à importância da participação dos estudantes em eventos assim, a professora Maria Isabel Sampaio dos Santos lembra que alguns têm inscrição gratuita. Ela criou, na Faculdade de Farmácia da UFRJ, a disciplina Participação em Eventos Científi cos, que considera os relatórios dos alunos sobre essas atividades como créditos cursados. Maria Isabel já participou de mais de cem eventos desse tipo, mas ainda se lembra do primeiro, no segundo mês de faculdade. Ainda durante a graduação, chegou a apresentar dez trabalhos de sua autoria, um dos quais mereceu Menção Honrosa.

Professora de Metodologia Científi ca, entre outras disciplinas, ela lembra que os profissionais da área de HIV/ aids devem dar atenção especial ao intercâmbio de experiências: “Talvez HIV/ aids seja a área da pesquisa biomédica que evoluiu mais rapidamente”, acredita. “Em cerca de 30 anos, os primeiros casos ofi ciais foram registrados, o agente etiológico foi descoberto (o HIV), os meios de transmissão foram determinados (e, conseqüentemente, os modos de prevenção), surgiram os inibidores da transcriptase reversa e os inibidores da protease, a associação entre eles (o coquetel) e, mais recentemente, ocorreram descobertas excitantes que poderão levar ao desenvolvimento de uma vacina eficaz”, resume.

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