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Saber Viver » Saber Viver n.28

04/2004

O farmacêutico nosso de cada mês

A diarista Maria Cilene tem dia certo para pegar seus remédios contra aids no posto de saúde: todas as últimas quintas-feiras do mês. “Faça sol ou faça chuva, o dia da farmácia é sagrado, não posso ficar sem remédio”, conta Cilene.

Os profissionais que trabalham nas farmácias públicas do Brasil têm uma importância vital para o sucesso do tratamento da aids. Eles estão na ponta final de um processo, iniciado com a compra dos anti-retrovirais pelo Ministério da Saúde, que garante a pacientes como Maria Cilene o acesso ao tratamento. Além de distribuir medicamentos, o profissional de farmácia é responsável pelo controle e pelo estoque de todos os anti-retrovirais e também de outros remédios que combatem as doenças oportunistas.

Atendimento farmacêutico

Segundo o Programa Nacional de DST/Aids, existem 407 unidades dispensadoras de medicamentos anti-retrovirais no país. Apesar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar que haja pelo menos um farmacêutico em cada uma dessas unidades, ainda há centros de saúde no Brasil que funcionam sem esses profissionais. “A presença do farmacêutico é fundamental no processo de adesão do paciente, indicando, inclusive, a melhor forma de usar a medicação, os efeitos adversos e os riscos de interação com outros remédios”, reconhece Orlando Matchula, farmacêutico do Programa Nacional de DST/Aids, que confirmou para o segundo semestre deste ano um curso de reciclagem para os profissionais de todas as unidades dispensadoras de anti-retrovirais do país. A proposta é informar sobre os remédios utilizados no combate ao HIV/aids, adesão ao tratamento, garantia de qualidade desses medicamentos e assistência farmacêutica. “Esses profissionais não trabalham apenas com o HIV/aids, portanto, quanto mais informação eles tiverem, melhor será o desempenho deles na luta contra a epidemia”, diz Matchula.

Uma peça importante no tratamento

Para o vice-presidente da Associação Brasileira de Farmacêuticos e Chefe do Serviço de Farmácia do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (RJ), José Liporage Teixeira (foto), o profissional de farmácia é uma peça importante dentro da equipe multidisciplinar que oferece tratamento aos soropositivos. “O farmacêutico é o profissional responsável por grande parte do ciclo da Assistência Farmacêutica, do qual participam também médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, dentistas, entre outros. Quanto mais o profissional de farmácia for incorporado a essa equipe, melhor será o serviço oferecido ao paciente”, diz Liporage.

Saber Viver lança boletim para esses profissionais

No mês de junho, a Saber Viver lançou uma publicação destinada aos profissionais de farmácia que trabalham com os anti-retrovirais. Trata-se do boletim Solução que, bimestralmente, trará informações e dicas para o aperfeiçoamento do trabalho desses profissionais. O objetivo principal do Solução é o papel do profissional de farmácia no processo de adesão ao tratamento contra a aids. Mais uma vez, a Saber Viver dá um passo importante para colaborar com a melhoria da qualidade do atendimento a pessoas que vivem com HIV/aids no Brasil. SV

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