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Solução » Solução n.12

04/2006

O papel da farmacocinética no tratamento da aids

Estudos são fundamentais para adequar as dosagens caso a caso

Serviço de Farmacocinética (Sefar) do IPEC/Fiocruz, Rio de Janeiro

A farmacocinética visa conhecer e avaliar os processos de absorção, distribuição e eliminação de um medicamento dentro do organismo, além de verificar como esses parâmetros variam no tempo.
No Rio de Janeiro, o Sefar (Serviço de Farmacocinética), no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC/Fiocruz), atua no controle de qualidade dos medicamentos vendidos nas farmácias e distribuídos pelo programa de saúde do governo, fazendo os estudos de bioequivalência/biodisponibilidade relativa para genérico e similar. As pesquisas do Sefar também podem partir de pacientes do próprioIPEC que eventualmente sejam encaminhados por seus médicos.

Criador do serviço, o farmacêutico Milton Ferreira Filho é o diretor dos estudos no Centro de Bioequivalência. Ele explica que, nos casos de pacientes com aids, que podem tomar muitos medicamentos durante um longo período, a interação medicamentosa costuma atrapalhar a absorção de uma ou outra substância. “Os parâmetros farmacocinéticos são modificados impedindo a eficiência do tratamento ou aumentando os efeitos adversos ou tóxicos”, esclarece.

Segundo Milton, aproximadamente 40% dos indivíduos com aids no Brasil desenvolvem tuberculose. É comum, portanto, esses pacientes se submeterem a dois tratamentos ao mesmo tempo. “Uma das interações mais explosivas, nesses casos, acontece com os inibidores de protease”, adverte o pesquisador, referindo-se às associações desses anti-retrovirais aos esquemas de tratamento da tuberculose.

Principalmente a rifampicina, que tem ação indutora enzimática, diminui o tempo de ação do anti-retroviral no organismo», alerta.
Quando se prescrevem diferentes substâncias para uso concomitante, o sucesso terapêutico não depende apenas da eficácia de cada uma delas. É necessário que todas alcancem seus próprios locais de ação em concentrações suficientes para exercerem os efeitos esperados. Assim, o estudo farmacocinético é fundamental ao tratamento da aids. Ele pode estabelecer esquemas de dosagem adaptados a cada caso, otimizando a atuação de um conjunto de medicamentos.

SAIBA +
Publicações:
ARANCIBIA, A., RUIZ,I., et al.
Fundamentos de Farmacologia Clínica.
Santiago de Chile: PIADE, Facudad de Ciencias Económicas y Administrativas de la Universidad de Chile, 1993.

FUCHS, F.D. e WANNMACHER, L.
Farmacologia Clínica – Fundamentos da Terapêutica Racional,
2 ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998

GOODMAN & GILMAN, A.
As Bases Farmacológicas da Terapêutica.
9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.

KATZUNG, B.G.
Farmacologia Básica & Clínica
6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995.

Sites:
www.octopus.furg.br/ftp/Farmaco/farmacocinetica.ppt
www.farmacologia.kit.net/farmacocinetica.htm
www.praticahospitalar.com.br

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