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Solução » Solução n.05

02/2005

O que fazer diante de tantos problemas?

Profissionais de farmácia precisam lidar com inúmeras questões que quase sempre estão fora de sua competência

A crise de abastecimento de antiretrovirais nas farmácias tem levantado uma importante questão: o que fazer diante de demandas que não dependem dos profissionais de farmácia, mas que acabam em suas mãos? Segundo José Liporage Teixeira, vicepresidente da Associação Brasileira de Farmacêuticos, a lista de dificuldades enfrentadas pelos farmacêuticos é grande. Uma delas, por exemplo, é a quantidade de medicamentos que chega à farmácia com o prazo de validade quase vencendo: “É preciso fracionar os frascos e entregar uma parte para cada paciente”, explica Liporage.

Falta espaço, estrutura e pessoal qualificado
A falta de espaço é mais um problema comum às farmácias públicas. “Os governos deveriam investir mais na infra-estrutura das farmácias para compensar todo o gasto que se faz com anti-retrovirais” diz Liporage. “Muito produto acaba sendo desperdiçado pela simples falta de lugar adequado para armazená-lo”, conta ele. O número insuficiente de pessoal e a falta de qualificação também atingem o trabalho nas farmácias. “Para oferecer um atendimento com qualidade e segurança, é importante termos profissionais treinados e que gostem de trabalhar com o público”, ressalta Liporage, acrescentando que, por vezes, não é possível buscar medicamentos por não haver carro disponível, motorista ou mesmo combustível.

Há ainda outros problemas que poderiam ser evitados: os nomes das substâncias dos anti-retrovirais muitas vezes não são escritos e sim abreviados pelos médicos em suas prescrições, com uma letra não muito clara. Isso pode ocasionar erros na hora da dispensação já que, na maioria das vezes, são esses nomes que estão nos frascos dos medicamentos e vários profissionais de farmácia só os conhecem desse modo.

Soluções criativas
Apesar dos problemas se acumularem, muitas soluções podem ser encontradas em conjunto. Procurar um Conselho Regional de Farmácia, uma Associação de Farmacêuticos ou fazer uma visita a uma outra unidade de saúde são atitudes que só contribuem para o trabalho. Liporage ressalta que as câmaras técnicas dos Conselhos Regionais de Farmácia são gruposde estudos sobre diversos assuntos que podem ajudar o profissional de farmácia a tirar dúvidas. Ele observa ainda que a educação continuada também é um ótimo caminho para esses profissionais. “Quando você freqüenta um curso, uma Associação ou um Conselho, encontra sempre alguém disposto a ouvir suas demandas, debater problemas e a encontrar soluções”.

SAIBA +
FEDERAÇÃO NACIONAL DE FARMACÊUTICOS – – FENAFAR
Tel/Fax: (11) 3259 1191 / 3257 9126
info@fenafar.org.br | www.fenafar.org.br

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FARMACÊUTICOS – ABF
Tel. (21) 2263 0791 Fax: (21) 2233 3672
abf@abf.org.br | www.abf.org.br

FARMÁCIA VIRTUAL
(Informação, Notícia, Pesquisa e Conhecimento para o Farmacêutico)
www.farmaceuticovirtual.com.br

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