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Saber Viver » Saber Viver n.18

10/2002

O sucesso do Programa Brasileiro de Aids na conferência

Citado em diversas apresentações e palestras durante a Conferência, o Programa Brasileiro de Aids foi, mais uma vez, apontado como modelo para o resto do mundo. Graças à sua política de produção nacional de medicamentos e de negociação para redução de preços junto aos laboratórios farmacêuticos, o Brasil garante a todos os portadores do HIV o acesso gratuito aos anti-retrovirais. Essa iniciativa, que contou com o apoio e incentivo da sociedade civil organizada, resultou em uma redução considerável no número de internações hospitalares e mortes em conseqüência da Aids e tem servido como exemplo a ser seguido por outros países, principalmente para aqueles em desenvolvimento.

Ajuda brasileira
Durante a Conferência, Paulo Teixeira, coordenador do Programa Brasileiro de Aids, foi enfático ao criticar os países ricos por seu pequeno investimento tanto no acesso universal ao tratamento quanto em pesquisas. Mas manifestou também sua decepção com o reduzido número de países em desenvolvimento a adotar a produção de genéricos.

Com o intuito de colaborar no combate à Aids nos países pobres, o Brasil ofereceu US$ 1 milhão para implementação de ações de controle e prevenção do HIV, incluindo a transferência de tecnologias e as drogas genéricas anti-Aids. Serão selecionados dez projetos que devem reverter em tratamento para 1.000 pessoas. Segundo Teixeira, serão escolhidos projetos de países mais pobres mas com o compromisso político bastante claro e estrutura mínima para início de execução em curto prazo.

Durante a Conferência em Barcelona, inúmers manifestações reivindicaram maior empenho das nações ricas em cooperar com o Fundo Global de Combate à Aids, à Tuberculose e à Malária. Cerca de 5 milhões de pessoas morreram em decorrência da epidemia em 2001. A maioria, por falta de tratamento.

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