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Saber Viver » Saber Viver n.09

04/2001

Ortomolecular

Para uma vida mais saudável

Sabemos que para viver melhor é preciso cuidar muito bem da saúde. Isso significa dormir o tempo necessário, alimentar-se de forma saudável, beber bastante água ou sucos, exercitar-se, ou seja, investir em qualidade de vida. No entanto, para a medicina ortomolecular, ramo da medicina que vem ganhando cada vez mais adeptos, estes cuidados não são suficientes.

Hoje, somos submetidos diariamente a um nível de agressões ambientais muito maior do que nosso organismo é capaz de suportar. A poluição do ar e da água, as frutas, verduras e legumes com agrotóxicos, o excesso de gorduras nos alimentos, o fumo, o álcool e o stress produzem uma grande quantidade de radicais livres.

Os radicais livres são substâncias que fazem parte do metabolismo humano, mas quando produzidos em excesso podem causar doenças, pois destroem uma série de nutrientes fundamentais ao organismo. Para combatê-los, necessitamos de um número de vitaminas e minerais maior do que o que podemos obter através da alimentação. Até porque os alimentos hoje têm seus valores nutritivos reduzidos. O ideal seria consumir frutas, legumes e vegetais cultivados organicamente, sem agrotóxicos, beber água de boa qualidade, comer cereais integrais e muito peixe. Seria bom também combater o stress, através da meditação, por exemplo. Como nem sempre é possível seguir todas as recomendações para se ter uma vida ideal, a medicina ortomolecular considera essencia a ingestão de cápsulas e comprimidos de vitaminas e minerais que suplementem a alimentação para assim reequilibrar nossa saúde, preparando-nos para enfrentar a grande produção de radicais livres que a vida moderna nos impõe.

Medicina ortomolecular e Aids
As pessoas HIV positivas estão entre as que mais formam radicais livres, por causa da baixa imunidade e das constantes infecções. O tratamento ortomolecular associado à terapia anti-retroviral tem proporcionado aos pacientes uma grande melhora de qualidade de vida.

Dr. Helion Póvoa, precursor da medicina ortomolecular no Brasil, há 15 anos atende pacientes com HIV. Ele afirma que pessoas soropositivas que tomam vitaminas, minerais e aminoácidos (chamados de antioxidantes) para combater a grande quantidade de radicais livres formados na infecção pelo HIV têm a carga viral diminuída muito mais rapidamente, desaparecendo as complicações decorrentes da doença. Helion Póvoa destaca, no entanto, que a função dos antioxidantes neste caso é de coadjuvante ao tratamento convencional: “A carga viral da doença é muito grande e só se consegue diminui-la com um tratamento tão violento quanto esse com os anti-retrovirais. Mas não há dúvida de que o uso de vitaminas e outros antioxidantes é capaz de representar melhoras espetaculares em pacientes com Aids. O próprio Luc Montagnier, cientista francês que isolou o vírus da Aids em 1983, aconselha esse tratamento antioxidante complementar a todos que têm a doença”. Segundo Helion Póvoa, existe uma proteína, chamada NFKB, que é produzida intensamente no organismo de quem tem o vírus da Aids, pois é fundamental à multiplicação do vírus HIV. Os antioxidantes são capazes de inibir a síntese do fator NFKB e assim inibir a multiplicação do HIV, diminuindo a carga viral no paciente de Aids e proporcionando-lhe grande melhora do estado geral. “Convém notar outra importância dos antioxidantes no tratamento da Aids: o seu poder de combater os efeitos colaterais dos anti-retrovirais”, acrescenta Helion Póvoa. “A formação de cálculos renais, por exemplo, é combatida com substâncias como o magnésio e a vitamina B6. Extrato de semente de uva, semente de linhaça e ômega 3 são bons para baixar o colesterol e os triglicerídeos”. É importante ressaltar que é essencial consultar um médico ortomolecular e fazer exames específicos para saber que tipo de tratamento seguir. Porém, você pode incluir facilmente algumas substâncias ricas em antioxidantes, na sua alimentação diária. Veja as dicas no quadro ao lado.

Converse com seu médico
Para o Ministério da Saúde, pacientes portadores de infecção pelo HIV devem ser tratados com drogas anti-retrovirais e quimioprofilaxias com certos antibióticos conforme os critérios clínicos e laboratoriais. “O uso de qualquer forma de tratamento alternativo deve ser visto com muita cautela”, afirma Marco Antônio Vitória, assessor técnico da Coordenação Nacional de DST e Aids. “Apesar do grande número de pacientes portadores da infecção pelo HIV que utilizam a medicina ortomolecular e outros tipos de tratamentos alternativos, ainda não existem estudos controlados cientificamente e com metodologia válida pelos padrões internacionais de pesquisa que mostrem qualquer benefício clínico, imunológico ou virológico do uso de antioxidantes no tratamento desses pacientes”. Marco Antônio Vitória aconselha ao portador do HIV que opte por utilizar a medicina ortomolecular a informar o seu uso ao médico que o assiste: “É preciso que o paciente seja monitorado cuidadosamente, pois as interações medicamentosas entre os anti-retrovirais e os antioxidantes são ainda desconhecidas. Portanto, o uso de qualquer forma de tratamento alternativo não comprovado cientificamente em pacientes portadores de HIV/Aids, sobretudo se estiverem em uso de anti-retrovirais (os quais comprovadamente trazem benefícios aos pacientes), não é recomendado e deve ser visto como uma ação sem garantia de sucesso ou de segurança para o paciente”.

Dr. Helion Póvoa recomenda:
- Comer bastante legumes, verduras e frutas, de preferência cultivados organicamente – você encontra em alguns supermercados
- Beber suco de uva diariamente, de preferência da marca Super Bom
- Colocar semente de linhaça – que você encontra em lojas de produtos naturais – em sucos e vitaminas
- Comer peixe, que é rico em ômega 3
- Beber iogurte diariamente, pois é rico em lactobacilos, excelente para regularizar o intestino

Atendimento ortomolecular gratuito para quem tem Aids
Rua Voluntários da Pátria, 450/605 – Botafogo.
Rio de Janeiro – RJ – Tel (21) 535 3321
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