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Saber Viver » Saber Viver n.31

03/2005

Pais positivos, filhos negativos

Pessoas soropositivas querem e podem ter filhos

“Minha filha é o meu maior orgulho”.

Fruto do amor de um casal soropositivo e de uma camisinha furada, a menina Sara, 8 meses, foi notícia na Saber Viver Mulher antes mesmo

de nascer. Hoje, ela já ensaia os primeiros passos e é um bebê saudável: não herdou dos pais o HIV. “Na época em que eu engravidei fiquei deprimida e com muito medo. Mas encarei o desafio, segui à risca

os conselhos médicos e hoje minha filha é o meu maior orgulho”, conta Kelly Morais, cuja gravidez foi acompanhada pelas edições da Saber Viver Mulher.

 

Gravidez programada

O melhor caminho para um casal soropositivo ter filhos saudáveis é se programar. Quando a mulher é portadora do HIV, ela deve tomar corretamente os antiretrovirais durante a gravidez com o objetivo de permanecer com carga viral indetectável, tomar AZT injetável durante o parto, não amamentar e manter o filho sob tratamento com AZT infantil nas seis primeiras semanas de vida. Assim, segundo o Ministério da Saúde, é possível reduzir de 25% para apenas 2% o risco de o bebê nascer infectado.

Técnicas para pais soropositivos

O homem soropositivo também pode sonhar com a paternidade. Existem técnicas que permitem que ele seja pai sem o risco de contaminar a mulher e o bebê, desde que sua carga viral esteja indetectável. Uma das técnicas é a inseminação artificial com “lavagem de esperma”, procedimento feito em laboratório em que o HIV é retirado do líquido seminal e o espermatozóide, já livre do HIV, introduzido artificialmentea na mulher. Há também a fertilização in vitro, considerada a mais sofisticada técnica no momento. O óvulo é fertilizado em laboratório e recolocado no útero da mulher depois de se transformar em embrião.

Direito legítimo

É cada vez maior o número de homens e mulheres soropositivos que desejam ter filhos. O Ministério da Saúde reconhece que esse é um direito legítimo e pretende disponibilizar, através do SUS, tratamento de reprodução assistida para casais que vivem com o vírus da Aids. Até o momento, além de clínicas particulares, onde o custo é muito alto, apenas o Setor Integrado de Reprodução Humana da Unifesp – Universidade Federal de São Paulo oferece o tratamento a valores mais acessíveis, porém o casal deve arcar com o custo dos medicamentos, que ficam entre 2 mil e 6 mil reais. O telefone para agendar uma consulta é (11) 3897 1345.

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