Saber Viver Mulher

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Saber Viver Edições Especiais » Saber Viver Mulher » Saber Viver Mulher n.01

10/2003

Pesquisas clínicas em mulheres HIV +

Debora Fontenelle 
Clínica Geral
Hospital Universitário Pedro Ernesto e Gerência de DST/Aids
da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS/RJ)

Apesar do aumento do número de mulheres infectadas pelo HIV na última década, ainda são raros os estudos sobre a eficácia das drogas anti-retrovirais e seus efeitos adversos que levem em conta as particularidades do corpo feminino, como as mudanças hormonais e a menstruação. Uma das razões para isso pode ser a não-participação de mulheres em idade fértil – e que não utilizam métodos contraceptivos seguros – em ensaios terapêuticos. Isso porque as pessoas que participam desses ensaios ficam suscetíveis aos efeitos adversos que podem surgir durante o uso da substância em teste.

De qualquer modo, alguns esforços para inclusão de mais mulheres em pesquisas relacionadas à infecção pelo HIV têm sido feitos. Atualmente estima-se que aproximadamente 20% dos participantes das pesquisas clínicas são mulheres. Apesar de não representar a proporção real entre os sexos das pessoas que vivem com HIV/Aids, pode-se dizer que a situação melhorou, já que em 1987 as mulheres representavam apenas 5,6% dos participantes. Estudos clínicos envolvendo majoritariamente e exclusivamente mulheres HIV+ também estão em andamento.

As diferentes respostas entre mulheres e homens, apontadas pelas pesquisas, reforça a importância de estudos clínicos que incluam mais mulheres a fim de avaliar as diferenças entre os sexos, tanto no curso da infecção pelo HIV, quanto no tratamento anti-retroviral.
Referência bibliográfica: Ofotokun, I.; Pomeroy, C. Sex differences in adverse reactions to antiretroviral drugs. Topics in HIV Medicine. 2003; 11: 55-59.

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