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Solução » Solução n.17

02/2007

PN cria Grupo de Trabalho sobre assistência farmacêutica

Programa Nacional de combate à aids forma grupo de trabalho para discutir assistência farmacêutica. Entre as metas,  está o fortalecimento do aconselhamento  farmacêutico a pessoas com HIV/aids

Desde fevereiro, um grupo formado por farmacêuticos, gestores, representantes do Ministério da Saúde e pessoas vivendo com HIV/aids está se reunindo periodicamente em Brasília para construir alternativas que melhorem a atenção farmacêutica em locais que distribuem os anti-retrovirais.

Além de fortalecer o aconselhamento farmacêutico, o Grupo de Trabalho (GT) de Assistência Farmacêutica também terá como tarefa prestar apoio técnico à implementação de um sistema de farmacovigilância eficaz no país. “O Programa Nacional de DST/Aids pretende com este grupo atualizar e buscar novas estratégias que permitam ampliar o acesso ao tratamento, melhorar a qualidade da orientação farmacêutica, atualizar normas e recomendações de boas práticas e propor modelos renovados de treinamento para dispensadores”, enumera Ronaldo Hallal, médico do Programa Nacional de DST/Aids (PNDST/Aids).

Alguns serviços se destacam 
Atualmente, estima-se que cerca de 180 mil pessoas procurem mensalmente as farmácias públicas no país para retirarem os medicamentos contra a aids. Esta rotina, muitas vezes, faz com que o farmacêutico ou profissional de farmácia se torne uma referência para o esclarecimento de dúvidas dos pacientes. Em algumas unidades, o serviço de farmácia é reconhecido como parte integrante da equipe de saúde e colabora ativamente para a adesão do paciente ao tratamento.

Mas nem todas funcionam desta forma. “As unidades dispensadoras de medicamentos anti-retrovirais são sensíveis à importância de fortalecer seu papel estratégico na qualidade da atenção e, conseqüentemente, na melhoria na qualidade de vida dos que vivem com HIV/aids, diferente de outros países latino-americanos que não otimizam a capacidade desses locais” analisa Hallal. “Diversas experiências em orientação farmacêutica têm sido desenvolvidas no país, demonstrando que, mesmo com pouco pessoal na rede, esses profissionais possuem um compromisso com o enfrentamento da epidemia”, afirma o médico.

GT conta com participação do usuário

Marco Aurélio Silva, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+Brasil), participou das três reuniões do GT ocorridas até o fechamento desta edição do Solução. Para ele, a iniciativa do PNDST/Aids é muito interessante.
“O serviço de farmácia vai muito além da dispensação dos medicamentos. Muitas vezes, sentimos a necessidade de perguntar ao profissional de farmácia informações mais precisas que, dificilmente, conseguimos obter durante as consultas médicas. Entendo que no serviço de farmácia a preocupação com adesão ao tratamento seja uma constante”, afirma Marco Aurélio. O médico do PNDST/Aids concorda. Segundo ele, o grande desafio deste grupo será fortalecer o papel do farmacêutico após 10 anos de distribuição gratuita dos anti-retrovirais. A expectativa do Ministério da Saúde é que o GT defina, até julho deste ano, quais são as reais atribuições do profissional de farmácia no tratamento contra a aids. “Para o PNDST/Aids,o profissional de farmácia tem um papel decisivo para a informação das pessoas que estão em tratamento e para a adesão”.

Para atingir este objetivo, o GT terá de estabelecer protocolos técnicos para Assistência Farmacêutica, dispensação fora de domicílio e outros pontos que, para Marco Aurélio, serão o maior desafio do grupo: “As Unidades Dispensadoras de Medicamentos no Brasil não são padronizadas.

Temos regiões com particularidades culturais que interferem na dispensação dos medicamentos. Construir protocolos para serem implantados em todo o país será um grande desafio”, antecipa Marco Aurélio.
A próxima reunião do GT Assistência Farmacêutica acontecerá no final de abril, em Brasília.

Assistência Farmacêutica
“É um modelo de prática farmacêutica que reúne atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades, compromissos e co-responsabilidades na prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, de forma integrada à equipe de saúde”
Organização Panamericana de Saúde (OPAS)

O que é Farmacovigilância?
Segundo a Organização Mundial de Saúde, é a ciência relativa à detecção, avaliação, compreensão e prevenção dos efeitos adversos ou quaisquer problemas relacionados a medicamentos. A Farmacovigilância é uma atividade que permite, durante a etapa de uso comercial em larga escala, a detecção de reações adversas (indesejáveis), do mal uso do medicamento e suas interações medicamentosas.

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