Circulador

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Circulador » Circulador n.01

11/2004

Por que apostar no jovem

Perceber que o adolescente pode ser uma parte da solução de diversas questões e não um problema a ser enfrentado é o principal desafio da maioria dos profissionais de saúde e de educação que trabalham com jovens.

Infelizmente, muitos só vêem a adolescência como um momento de tensões e conflitos. Pensando assim, esses profissionais criam obstáculos para um trabalho eficiente. A adolescência é o período da experimentação, o que torna o jovem vulnerável a uma série de questões que podem colocar a sua saúde em risco, como as drogas e as doenças sexualmente transmissíveis. Neste momento, o adolescente precisa contar com uma rede de apoio – formada por familiares, profissionais da educação e da saúde e amigos – que o auxilie dando alternativas para que ele opte por atitudes mais saudáveis de vida.

O caminho do Protagonismo Juvenil
Uma das formas mais eficientes de trabalhar com adolescentes na promoção da saúde é através de ações que incentivem o Protagonismo Juvenil. Este conceito significa, tecnicamente, colocar o jovem à frente das discussões dos problemas relativos à escola, à comunidade e à sociedade de uma maneira geral. Ou seja, ouvir, compreender e respeitar o adolescente. Esta publicação divulga diversas experiências que mostram a importância da atuação dos jovens como promotores de saúde. Ampliar essa forma de atuação nos centros de saúde é um desafio, tanto que a gerente do Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (Prosad/RJ), Viviane Castello Branco, reconhece que desenvolver um trabalho através do Protagonismo Juvenil não é uma tarefa simples. “Para que os profissionais incentivem a participação do adolescente, é preciso que aceitem a sua autonomia e percebam o que é ser jovem na sociedade atual e a contribuição que esses jovens podem dar”.

Dados sobre adolescentes no Rio de Janeiro

972.576 adolescentes de 10 a 19 anos, vivem na Cida de do Rio de Janeiro.
Eles correspondem a 16,18% do total da população.
50% são jovens do sexo masculino.
50% são jovens do sexo feminino.
Fonte: DATASUS, 2004
18,5% dos nascidos vivos são filhos de adolescentes
23,7%, o maior percentual de mães adolescentes, está centralizado na AP5.3
1148 adolescentes tiveram morte violenta, sendo a agressão por disparo de arma de fogo a primeira causa de óbito em 2002.
Fonte: SMS
591 casos de AIDS entre adolescentes foram notificados até 31 de outubro de 2004.
Fonte: SMS

 

Para a promoção da saúde, da autonomia e o bem estar dos adolescentes, o Prosad sugere aos serviços de saúde:

Disponibilidade: Ouvir o que os adolescentes e jovens têm a dizer e acolhê-los sem fazer julgamentos e cobranças.
Protagonismo: Envolvê-los no lanejamento,desenvolvimento e avaliação das atividades.
Jogo de cintura: Ter flexibilidade de horários, reduzir a burocracia, não exigir de rotina a presença de responsáveis.
Pacto: Garantir a privacidade. Respeitar o sigilo e a confidencialidade das informações, conforme preconizam o Estatuto da Criança e do Adolescente e os códigos de ética profissionais.
Criatividade: Realizar atividades atraentes, com metodologias participativas, que desenvolvam habilidades e estimulem a curiosidade e a sensibilidade.
Respeito: Estar atento às singularidades relativas a idade, gênero, raça/etnia, condição sócio-econômica, vínculos familiares, incapacidades, entre outras.
Família: Desenvolver ações voltadas para a família, apostando na sua capacidade de cuidado.
Parcerias: Estabelecer parcerias com ONGs, comunidade e outros setores governamentais para ampliar a atuação junto aos adolescentes, oferecer reta-guardas e favorecer o acesso a atividades esportivas, artísticas, profissionalizantes e de fazer.

 


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