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Solução » Solução n.15

10/2006

Prevenção Posithiva e os profissionais de farmácia

Novo conceito do Ministério da Saúde norteará ações dirigidas a pessoas vivendo com o HIV


O Ministério da Saúde lançou, no Dia Mundial de Luta contra a Aids, comemorado no dia 1º de dezembro, uma campanha relacionada ao conceito de Prevenção Posithiva, que se baseia em estratégias de prevenção, assistência e direitos humanos voltada a pessoas que vivem com HIV. Para Ronaldo Hallal, médico e assessor técnico do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, um elemento importante da Prevenção Posithiva é o fortalecimento da pessoa vivendo com o HIV e seu envolvimento nos esforços de adesão e em campanhas como a deste ano. Utilizando o slogan “A vida é mais forte que a aids”, o material publicitário produzido pelo Ministério (vídeos e impressos) tem como personagens pessoas comuns que vivem com o HIV.

Além de promover o combate à discriminação e ao estigma da aids, Hallal cita que o uso de tecnologias (como carga viral, tratamentos com medicamentos mais recentes e teste de genotipagem) melhoram as condições de saúde dos pacientes, mas, para garantir a integralidade do cuidado, deve ser preservado o aspecto humano.

Ele acredita que, para renovar a política brasileira de combate à epidemia, é necessário reconhecer as diferenças de vulnerabilidade das pessoas HIV positivas, e aponta ainda a rede de apoio social e a interdisciplinaridade como fundamentais para a consolidação da Prevenção Posthiva.


O compromisso dos profissionais de farmácia
Em relação aos profissionais que trabalham em farmácias, o assessor do Ministério ressalta a importância de dois eixos de atuação. O primeiro, a qualidade da assistência e da dispensação de medicamentos, “fornecendo orientações claras quanto à posologia e esclarecendo dúvidas sobre outros aspectos do tratamento”.

Outra contribuição é o desenvolvimento de recursos inovadores, como atividades lúdicas e outras, “tanto para melhorar a relação entre o profissional e o paciente, como para aliviar os incômodos do tratamento”, diz ele.

O Programa Nacional de DST/Aids montou um Grupo de Trabalho (GT) interdisciplinar, composto por vários profissionais, incluindo os que atuam na assistência farmacêutica em aids, além de representantes de usuários, para atualização de diretrizes das Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDN).

O assessor técnico do Ministério da Saúde está confiante que 2007 será “um ano rico em ações de capacitação e reciclagem dos profissionais e na definição de protocolos de assistência farmacêutica”.

SAIBA +
www.aids.gov.br

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