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Solução » Solução n.03

10/2004

Profissionais de saúde buscam estratégias para ajudar pacientes soropositivos a aderir à terapia anti-retroviral

A equipe de saúde do CMS manoel José Ferreira, no Catete, se destacou na capacitação realizada
em 23 de agosto, com a presença maciça de seus profissionais

Seguir corretamente a terapia anti-retroviral é um fator decisivo para o sucesso do tratamento contra a Aids. No entanto, as dificuldades são muitas. O problema vai além da grande quantidade de medicamentos que devem ser ingeridos diariamente. O isolamento e o preconceito que sofrem os que vivem com essa doença prejudicam muito o tratamento. Atentos a isso, os profissionais de saúde que trabalham com Aids estão se mobilizando e buscando alternativas para o problema.

Em agosto desse ano, a Gerência de DST/Aids da SMS do Rio de Janeiro deu início a uma série de capacitações reunindo profissionais de diversas unidades de saúde, com o objetivo de discutir ações que possam ajudar o paciente a conviver melhor com a Aids. O grande número de médicos, enfermeiros, farmacêuticos, dentistas, psicólogos e assistentes sociais presentes às reuniões revela o interesse desses profissionais pelo assunto.

Heloisa Bento, farmacêutica do PS Lincoln de Freitas, em Santa Cruz – RJ, foi à reunião para conhecer as estratégias que outras unidades de saúde desenvolvem para estimular a adesão do paciente a terapia anti-retroviral. “Os pacientes que freqüentam o Posto chegam a ficar dois ou três meses sem buscar medicação. Isso tem me deixado preocupada”, disse ela. Já a enfermeira chefe do CMS Manoel José Ferreira, Isabel Ribeiro, contou que sua unidade pretende montar, o mais rápido possível, um grupo de adesão multidisciplinar. “Tudo o que aprendermos nesse encontro vai servir para dar o pontapé inicial ao nosso projeto”, revelou.

Uma das coordenadoras das capacitações, a médica Débora Fontenelle falou sobre a importância do comprometimento da equipe de saúde com o bem-estar do paciente. “Escutar com interesse o que o paciente tem a dizer e buscar com ele soluções para suas dificuldades é fundamental. Só a partir de uma relação de troca entre profissional e paciente se deflagra o processo da adesão”, disse ela, acrescentando que as estratégias para incentivar essa adesão são diversas. “O profissional ou equipe de saúde deve avaliar qual ou quais estratégias mais se aplicam a cada paciente e podem ser implantadas na sua unidade de saúde”, conclui a médica.

Estratégias para a facilitar a adesão ao tratamento anti-aids

Grupo multidisciplinar – Reúne periodicamente pessoas soropositivas e profissionais de saúde de diferentes áreas e pessoas. O grupo estimula a livre expressão de temas a respeito do viver com aids, não se restringindo ao tratamento, mas também abordando questões como o desejo de reprodução, a falta de auto-estima, etc.
Grupos específicos – Reúnem periodicamente pessoas soropositivas por área de interesse. Exemplos: grupos de mulheres, de casais sorodiscordantes, etc.
Consulta conjunta – Uma consulta realizada a três: o profissional de saúde mental e o médico se reúnem para oferecer ao paciente uma escuta mais abrangente e, conseqüentemente, um diagnóstico mais amplo e complexo.
Consulta de enfermagem – O profissional de enfermagem aborda as dúvidas do paciente sobre o tratamento, conversa sobre sua dificuldade de adesão, etc.
Orientação do farmacêutico – O profissional de farmácia conversa sobre as dificuldades do paciente, posologia, efeitos colaterais, etc.

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