Saber Viver Profissional de Saúde Adolescência e Aids

  • Fonte normal
  • Aumentar fonte
  • Adicionar a favoritos
  • Imprimir
  • Envie para um amigo:





Saber Viver Edições Especiais » Saber Viver Profissional de Saúde Adolescência e Aids » Saber Viver Profissional de Saúde Adolescência e Aids n.02

03/2008

Retratos da assistência a jovens soropositivos nos serviços de saúde do Brasil

A palavra retratos é bem apropriada para definir o conteúdo desta publicação. Não há aqui a pretensão de traçar um amplo painel sobre a assistência a adolescentes* que vivem com HIV/aids no país, e sim captar experiências representativas sobre como os serviços públicos de saúde estão se organizando para superar os desafios dessa assistência.

São retratos também pela restrição de tempo e espaço própria de uma publicação e, principalmente, por ser resultado de um olhar, ou de alguns olhares.

A seleção dos serviços incluídos na revista
Para levantar informações sobre os serviços de saúde e descobrir quais poderiam contribuir com experiências e reflexões para a publicação, a Saber Viver contou com o auxílio de sua rede de colaboradores. Profissionais de saúde e de organizações não-governamentais e técnicos do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde foram fundamentais nesse processo, indicando e recomendando serviços.

Um questionário sobre o atendimento prestado a adolescentes soropositivos, respondido por profissionais de diversos serviços de saúde do Brasil, foi o passo inicial. Em seguida, alguns critérios orientaram a seleção dos locais incluídos na publicação. O primeiro deles – dar voz ao jovem, estimulando sua participação nas atividades do serviço, especialmente através da formação de grupos de discussão – determinou a inclusão de três serviços de saúde da região Sudeste: Hospital dos Servidores do Estado, Rio de Janeiro/RJ; Serviço de Atendimento Especializado em DST/Aids Cidade Líder II, São Paulo/SP; e CTR-DIP do Hospital das Clínicas, Belo Horizonte/MG. No Sul, o SAE em DST/Aids de Vila Cruzeiro, em Porto Alegre/RS, foi o único encontrado que oferece aos jovens a oportunidade de se expressar através de um grupo de discussão. No Nordeste, o mesmo aconteceu em relação ao Hospital São José, em Fortaleza/CE.

Estabelecer parceria com organização não-governamental para o trabalho com adolescentes soropositivos foi o segundo critério. Assim, foram escolhidos a Fundação de Medicina Tropical, em Manaus/AM, e o Hospital Municipal Carlos Tortelli, em Niterói/RJ. No Centro-Oeste, o serviço eleito foi a Unidade Mista de Saúde da Regional I, em Brasília/DF, principalmente por concentrar o atendimento de jovens com HIV/aids da região.
Vale ressaltar que a seleção teve o objetivo de abranger todas as regiões do país, optando por serviços de referência em HIV/aids, com número significativo de usuários. Outro ponto importante a esclarecer é que, em geral, os serviços selecionados atendem a mais de um critério.

*A Saber Viver considerou adolescentes pessoas entre 12 e 20 anos.

Compartilhe