Saber Viver Tuberculose

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Saber Viver Edições Especiais » Saber Viver Tuberculose » Saber Viver Tuberculose n.02

01/2009

Reunião de duas doenças perigosas

A infecção por tuberculose (TB) de Rita foi diagnosticada por um teste chamado PPD. Em seguida, ela foi submetida ao anti-HIV, teste para saber se tinha o vírus da aids (HIV). O resultado para o HIV foi negativo, o que ajudou os médicos a conduzirem o tratamento da forma mais adequada à paciente. O bacilo causador da tuberculose e o vírus causador da aids costumam morar nos mesmos organismos. Por isso, sempre que a tuberculose for diagnosticada em uma pessoa, o teste anti-HIV deve ser realizado. Sempre que um teste anti-HIV dá positivo, o PPD deve ser realizado.

Aliás, foi justamente o vírus da aids, surgido nos anos 80, que agravou o problema da tuberculose. O HIV enfraquece as defesas naturais do organismo, o que dá espaço para que doenças oportunistas surjam e sejam disseminadas.

E a doença oportunista mais comum tem sido a tuberculose, que é a causa de morte mais freqüente entre portadores do vírus da aids. A co-infecção TB/HIV é um grave problema de saúde pública.

Mesmo assim, há profi ssionais de saúde brasileiros agindo como se o problema não existisse. No país, segundo a pneumologista Margareth Pretti Dalcolmo, apenas 56% dos pacientes com tuberculose são testados para HIV. Margareth é fundadora e coordenadora técnica do Ambulatório de Tuberculose do Centro de Referência Professor Hélio Fraga, no Rio de Janeiro. Ela considera “inadmissível” que ainda se trate a tuberculose sem fazer o teste anti-HIV: “Até porque a presença do HIV no organismo muda o curso da tuberculose, exigindo que se faça um tratamento diferente”, aponta.

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