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Solução » Solução n.13

06/2006

São Paulo se une contra a lipodistrofia


Somente nas unidades municipais da capital, cerca de 150
pacientes já realizaram o procedimento de preenchimento facial

A síndrome lipodistrófica tem afetado indivíduos HIV positivos que fazem uso de anti-retrovirais. Além de alterações metabólicas, a síndrome caracteriza-se por alterações anatômicas tão específicas que, por causa delas, voltou-se a falar em “cara da aids”. A expressão está mais claramente relacionada à lipoatrofia na região da face (perda da gordura facial), mas também referese à perda da gordura dos membros superiores e inferiores, à perda da gordura das nádegas, bem como ao acúmulo de gordura na região do abdômen, na região cervical posterior (giba) e nas mamas.

O Ministério da Saúde lançou uma portaria, em 2005, prevendo a realização deste procedimento em todo o Brasil, através do SUS. Entretanto, até agora, os treinamentos dos profissionais de saúde não foram concluídos. Mas São Paulo saiu na frente. O município, por exemplo, está realizando o procedimento desde outubro de 2005. “Adquirimos o polimetilmetacrilato (PMMA) – substância que é injetada na face para preencher os locais onde a gordura foi perdida – com a verba do incentivo “Fundo a Fundo”, de repasse federal”, empolga-se Élcio Gagizi, responsável pelo setor de logística de medicamentos do Programa Municipal de DST/ Aids. Farmacêutico, ele é um defensor da iniciativa porque sabe o quanto as alterações corporais afetam a adesão ao tratamento e a qualidade de vida das pessoas.

Enquanto o município faz a sua parte, o Programa Estadual de DST/Aids efetuou uma compra do PMMA para outros municípios. Os três dermatologistas e o cirurgião plástico que receberam a capacitação do Programa Nacional de DST/Aids atuam regularmente em quatro serviços da capital: Serviço de Assistência Especializada do Ipiranga; Serviço de Assistência Especializada do Jardim Mitsutani; Ambulatório de Especialidades Dr. Alexandre Kalil Yazbek e Serviço de Assistência Especializada Campos Elíseos. Para ser beneficiado pelo preenchimento, o paciente deve ser encaminhado por uma das unidades de DST/aids da cidade. “Temos atendido de 15 a 20 pessoas por mês, mas pretendemos chegar a 50”, anuncia Elcio. “O preenchimento facial não é uma cirurgia, é um procedimento ambulatorial simples”, diz. Ele frisa que, agora, o desafio do Programa Municipal é prevenir.

Com este fim, firmou uma parceria com as Grupo de Incentivo à Vida (GIV) e Instituto Vida Nova (com o Projeto Malhação Vida Nova), que atendem usuários encaminhados pelos Serviços Especializados em DST/Aids para atividades de prevenção secundária – exercícios físicos, oficinas temáticas, incentivo à adesão aos medicamentos anti-retrovirais, orientação nutricional e apoio psicológico.

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