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Saber Viver Profissional de Saúde » Saber Viver Profissional de Saúde n.21

12/2010

Saúde Bucal

Consultas rotineiras ao dentista e medidas simples de higiene podem evitar complicações maiores para as pessoas com HIV/aids

O cuidado com a saúde bucal é indispensável para qualquer pessoa. No caso dos que vivem com HIV/aids, esse cuidado deve ser redobrado. “Uma boca sem os cuidados de higiene básicos, a falta de visitas regulares ao dentista e o não cumprimento do tratamento preconizado para a infecção pelo HIV podem agravar algumas doenças”, alerta o dentista Arley Silva Junior, professor adjunto da Universidade Federal Fluminense e odontólogo do Departamento de Estomatologia e Patologia da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A terapia antirretroviral potente (HAART) tem proporcionado uma resposta imunológica melhor dos pacientes, oferecendo uma melhor qualidade de vida. As doenças bucais estão entre as que ocorrem com menor frequência na era pós-HAART, mas nem por isso devem ser desprezadas no tratamento contra o HIV/aids.
Atualmente, as principais doenças bucais são: candidíase, leucoplasia pilosa, doença periodontal e lesões por papilomavírus humano (HPV). Embora, de acordo com uma classificação internacional, o sarcoma de Kaposi e o linfoma não-Hodgkin sejam consideradas doenças bucais relacionadas ao HIV/aids, elas atualmente são menos recorrentes.

Uma boca saudável
Escovar os dentes e a língua após as refeições, principalmente antes de dormir, usar pasta dental com flúor e fio dental são os principais cuidados bási-cos que, feitos diariamente, evitam o aparecimento de doenças bucais. Bochechos com solução antisséptica sem álcool e que contenha flúor, geralmente duas vezes ao dia, são atitudes simples que devem ser recomendadas aos pacientes.
Outro cuidado importante é com a ingestão de alimentos. Uma alimentação saudável e pouco cariogênica (menos gordura e açúcares) deve ser estimulada pelo profissional. O açúcar de mesa, doces, chocolates e refrigerantes são as fontes mais comuns de sacarose, e os alimentos açucarados, que aderem facilmente aos dentes, são os principais causadores da cárie.

Encaminhamentos
O profissional de saúde que nãoé da área odontológica, mas recebe de seus pacientes relatos sobre problemas bucais, deve encaminhá-los ao estomatologista: especialista nas doenças que acometem a boca. O especialista fará o exame, diagnóstico e tratamento das doenças. Caso o paciente necessite de um outro tratamento especializado, como realização de próteses, endodontia (canal dentário), periodontal, entre outros, ele poderá ser encaminhado pelo próprio estomatologista.

O tratamento dentário rotineiro pode e deve ser realizado normalmente para qualquer tipo de paciente. Os dentistas devem fazer um bom controle da cárie e da higiene bucal. A doença periodontal dificilmente se instalará em uma boca limpa, sem placa e cálculo, assim como outras doenças.
“O diagnóstico precoce, na fase inicial, é muito mais fácil de ser realizado e menos agressivo ao paciente. Além disso, doenças em fases avançadas podem levar a um comprometimento sistêmico e maior morbidade do paciente”, diz Arley.

Saúde Bucal na UFRJ
A UFRJ possui uma Clínica de Saúde Bucal dentro do Hospital Universitário da instituição que, além de pacientes com outras condições sistêmicas, também atende pacientes HIV positivos. Nesta unidade, por normas do hospital, somente é permitido o atendimento de pacientes que possuem prontuário no local. Os pacientes recebem cuidados estomatológicos (das doenças que acometem a boca) e cirúrgicos. Existe ainda a Clínica de Estomatologia, na Faculdade de Odontologia, que recebe pacientes externos. Nesta clínica, é realizado somente tratamento estomatológico.

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