Saber Viver Jovem

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Saber Viver Edições Especiais » Saber Viver Jovem » Saber Viver Jovem n.01

01/2004

Sou Jovem vivendo com HIV. E daí?

“Caramba! Quando eu descobri que o que eu tinha era aids, achei que o mundo ia desabar. Chorei sem parar. Mas, no fundo, eu já desconfiava: médico todo o mês, remédios todos os dias. Depois de um tempo, achei que a única diferença entre os outros e eu é que eu tinha que tomar mais cuidado com a minha saúde. Hoje, eu já acho um pouco diferente. Na verdade, todo mundo devia se cuidar para não ficar doente, tendo HIV ou não”.

A história de Juliana, 16 anos, não deve ser muito diferente de um monte de outras histórias de jovens que vivem com HIV/aids. Segundo as Nações Unidas, um jovem é infectado pelo HIV a cada 14 segundos em todo mundo. No Brasil, existem cerca de 1.680 jovens usando os medicamentos contra a aids, mas o Ministério da Saúde acredita que o número de infectados pode ser bem maior, porque muita gente ainda não fez o teste. No mundo, são 13 milhões de jovens com aids. É gente à beça.
Antes de 1996, quando não tinha remédio nos hospitais e postos de saúde, a aids era uma doença sem tratamento. Hoje, a história é outra. E a maior prova disso é essa rapaziada que está entrando na adolescência cheia de planos para o futuro e com muita vontade de viver, como qualquer jovem.

Adolescência
Apesar de não existir uma regra muito clara para o período da adolescência, dizem que essa fase começa aos 10 anos e vai até os 20 anos (dependendo da pessoa, pode durar até mais tempo). Nesse período, o corpo cresce mais rápido e as mudanças aparecem logo. O garoto e a garota ficam meio diferentes. A voz dos garotos fica mais grossa e aparecem pêlos no corpo. Os seios das meninas começam a crescer e também surgem pêlos no corpo. Pipocam algumas espinhas pelo rosto.
É uma fase em que não somos mais crianças, mas também não somos adultos. Precisamos discordar e questionar para nos tornarmos nós mesmo. É meio complicado para os adultos entenderem isso. Alguns chegam a chamar os adolescentes de “aborrecentes”, mas isso não tem nada a ver. A adolescência é também uma época de descobertas e novidades, o que é muito legal! Essa fase acontece com todo mundo. Todos os adultos já foram adolescentes um dia, não é?!?!

Você se acha diferente dos outros jovens?

Eu me acho igual aos outros. Tenho namorado, amigos, só tenho que ter mais cuidado com a minha saúde.
Sônia, 15 anos,
São Paulo – SP
Eu sou diferente sim, porque tenho que tomar remédios todos os dias. E isso é um saco!
Caio, 14 anos,
Recife – PE
Não! Eu acho igual. A única diferença é que eu tenho que tomar todos os dias os remédios. Mas eu sei que tem vários adolescentes que têm outras doenças e tomam remédios todos os dias, igual a mim! Rodrigo, 17 anos,
Belo Horizonte – MG
Eu acho sim, porque o meu corpo é muito pequeno. Tenho a impressão que odo mundo fica me olhando na rua por causa disso.
Mariana, 18 anos,
Belo Horizonte – MG
Quase nada mudou na minha vida. Não fico pensando nisso o tempo todo. Se você ficar com isso na cabeça 24 horas por dia, não vive!”
Carlos, 16 anos,
São Paulo – SP
Quando descobri que tinha HIV, aos 11 anos, eu me achava diferente. Agora, já percebi que continuo o mesmo, igual a qualquer outro garoto.
Tomás, 18 anos,
Porto Alegre-RS
Não! Mas eu queria ser como eu era antes, sem nenhuma doença! Peguei o HIV quando tinha 11 meses, numa transfusão de sangue. Só eu tenho HIV na minha casa.
Fernando, 16 anos,
Salvador-BA
Minha vida é normal, como de qualquer um: vou pra escola, saio com meus amigos. Isso tudo rolou porque, quando eu soube do HIV, reagi super-bem.
Tiago, 12 anos,
Rio de Janeiro – RJ

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