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Saber Viver Profissional de Saúde » Saber Viver Profissional de Saúde n.05

06/2006

Surto de LGV em homossexuais masculinos

Emily Erbelding, na apresentação Doenças Sexualmente Tr a n smissíveis e o HIV, descreveu surtos de Linfogranuloma Venéreo ( LGV) em homens que fazem sexo com homens (HSH) na Europa e nos Estados Unidos. A maioria deles, também portadores do HI V. A investigação desses surtos demonstrou que o LGV pode se manifestar como uma inflamação da porção final do intestino. Po rtanto, este fator deve ser considerado quando se investiga a causa de proctocolite, especialmente em pacientes com histórico de relações sexuais anais receptivas desprotegidas. Erbelding, ao investigar esses pacientes na Johns Hopkins University, observou ulcerações visíveis na mucosa do reto e do intestino e secreção purulenta no ânus.

Atualmente, discutem-se alguns tópicos sobre esse tema: se o LGV se comporta como uma infecção oportunista em pacientes com HIV e se pode contribuir para aumentar o risco de transmissão sexual do vírus.

HEPATITE C É UMA DST
Emily Erbelding também tratou do vírus da hepatite C. Segundo ela, apesar de a transmissão sexual não ser a principal forma de contágio do HCV, ele pode ocorrer especialmente em práticas sexuais que causam mais traumatismos nas mucosas, como o sexo anal.

SÍFILIS E CANCRO ORAL
Nos últimos seis anos, pesquisas indicam o aparecimento de cancro primário em cavidade oral, e o aumento da incidência de sífilis em pacientes confirma a prática de sexo oral desprotegido como a única forma de exposição ao agente causador desta DST. Segundo a pesquisadora, nos EUA, a transmissão da sífilis está concentrada entre a população de homens que fazem sexo com homens (HSH). Ela chamou a atenção para a presença de úlceras orais como manifestação da sífilis, principalmente entre HSH .

Segundo o CDC (Centro de pesquisa norte-americano), a terapia contra a sífilis é a mesma para infectados pelo HIV ou não: penicilina benzatina em dose única. Erbelding ressaltou que a sífilis sintomática pode agravar o quadro de aids e vice-versa.

FALTAM PROFISSIONAIS DE SAÚDE PARA COMBATER A AIDS NO MUNDO, DENUNCIA CIENTISTA

Robert Bollinger, em Os desafios no tratamento do HIV em contexto limitados, fez um alerta no primeiro dia da Conferência: faltam profissionais capacitados para tratar os milhões de infectados pelo HIV no mundo.

Segundo ele, o acesso ao tratamento aumentou bastante, mas em países africanos e na Índia não existem profissionais para oferecer o cuidado necessário às pessoas que vivem com HIV/aids: “Na Zâmbia, cada médico é responsável por 2.600 pacientes. Na Índia, onde há a maior incidência de HIV no mundo (estima-se que existam 6 milhões de infectados), há pouquíssimos profissionais de saúde dispostos a trabalhar com pessoas com aids”.

QUANDO INICIAR O TRATAMENTO
Outro desafio lançado pelo pesquisador da Johns Hopkins é quando iniciar o tratamento em locais onde a contagem de CD4 é mais alta. Além da falta de profissionais, nesses locais existem doenças associadas à baixa imunidade, que tornam a terapia com os anti-retrovirais mais complexa. “Observamos um aumento substancial da prevalência da tuberculose em pacientes com HIV.

Com o aumento do número de infectados pelo vírus da aids, aumentam os casos de tuberculose. Temos que encarar o tratamento do HIV como prevenção da tuberculose. A taxa de co-infecção HIV e tuberculose descoberta tardiamente é muito grande e os pacientes morrem muito rápido”, alerta Bollinger.

Para ele, é fundamental que os programas de tuberculose e HIV trabalhem juntos para evitar maiores danos à saúde pública. “O risco de uma pessoa infectada pelo HIV desenvolver tuberculose duplica a cada ano, e ela passa a transmitir o bacilo”, alerta o pesquisador.

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