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Saber Viver » Saber Viver n.38

12/2006

Tenofovir + lamivudina + lopinavir/r

O esquema deste número pode ser usado tanto por quem está iniciando a terapia anti-retroviral, quanto por quem já passou anteriormente por outras combinações (não muitas), mas não obteve um bom resultado.

O lopinavir/r é o inibidor da protease (uma das classes de anti-retrovirais) mais usado no Brasil. É uma medicação bem tolerada e possui diversos estudos com pacientes que a utilizam há muito tempo, com sucesso. Seus principais efeitos colaterais são diarreia e náuseas (principalmente nos primeiros meses de uso), alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos e lipodistrofia. Problemas que podem ser atenuados com exercícios físicos e alimentação equilibrada, mas que devem ser controlados através de exames periódicos.

Quando o tenofovir é indicado
A lamivudina, entre os anti-retrovirais de sua classe (inibidor da transcriptase reversa), é sempre escolhida para início de terapia, pois praticamente não provoca efeitos colaterais.
Normalmente, ela é usada junto com a zidovudina. Porém, há pessoas que não toleram a zidovudina, porque ela costuma causar anemia. Nesse caso, a indicação é usar o tenofovir, outro anti-retroviral da classe inibidor da transcriptase reversa. “Atualmente há uma norma técnica do Ministério da Saúde orientando a troca da zidovudina para o tenofovir somente se o nível de hemoglobina (dado que mostra se a pessoa está com anemia ou não) do paciente estiver abaixo de 8g/dL.
Por isso, junto com o pedido de troca feito pelo médico, deve estar anexado um laudo desse exame”, explica o infectologista Estevão Portela. O médico esclarece ainda que algumas pessoas que já são anêmicas ou têm tendência para anemia devem evitar a zidovudina.
Para elas, o esquema indicado é esse, com o tenofovir. Nos esquemas de resgate (quando o paciente já utilizou outras combinações de anti-retrovirais, anteriormente), em algumas circunstâncias, dependendo principalmente do exame de genotipagem*, pode não ser adequado incluir a zidovudina. Nesses casos, sua substituição pelo tenofovir também é recomendada.

Efeito colateral do tenofovir
O principal efeito colateral do tenofovir é a toxicidade renal que ele pode provocar, principalmente quando é associado a um inibidor da protease, como no esquema apresentado.
“O uso do tenofovir precisa ser acompanhado por um monitoramento constante do sangue e da urina para verificar os níveis de ureia e creatinina”, alerta o infectologista Estevão Portela.
Esse acompanhamento é ainda mais importante para pessoas que têm outras doenças ou que tomam remédios que possam afetar o rim (exemplo: diabetes e pressão alta e alguns anti-hipertensivos).
Outro fator de risco que pode acarretar problemas nos rins é quando o paciente em uso do tenofovir tem baixo peso (em geral, menos de 60 kg). Segundo Portela, se não houver nenhum desses problemas, a probabilidade de toxicidade renal é bem baixa. “Mas de qualquer forma, exige monitoramento periódico”, diz ele.
Quando a pessoa não pode usar o tenofovir, o médico pode optar por substituí-lo, nesse esquema, pelo abacavir, outro inibidor da transcriptase reversa.

* Genotipagem
O exame de genotipagem verifica a resistência do HIV aos anti-retrovirais que estão sendo ou já foram usados pelo paciente e auxilia o médico na hora de escolher que medicamentos indicar. SV

 

 

Meio-dia
Mônica trabalha durante a noite e acorda tarde. Por isso escolheu esse horário para tomar seus antirretrovirais, logo após uma refeição leve: 1 comprimido de tenofovir, 2 comprimidos de lamivudina e 3 cápsulas de lopinavir/r

 

 

 

 

 

 

Meia-noite
Mônica está trabalhando e faz um lanche para tomar as 3 cápsulas de lopinavir/r.

 

 

 

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