Saber Viver Jovem

  • Fonte normal
  • Aumentar fonte
  • Adicionar a favoritos
  • Imprimir
  • Envie para um amigo:





Saber Viver Edições Especiais » Saber Viver Jovem » Saber Viver Jovem n.01

01/2004

Ter ou não ter filhos: a escolha é sua

Hoje, graças ao avanço da ciência, as pessoas que vivem com HIV/aids têm a possibilidade de planejar uma gravidez segura. Já as que não querem ter filhos têm à disposição métodos que, associados à camisinha, aumentam a proteção contra uma gravidez indesejada.

O uso da camisinha é fundamental durante as relações sexuais não só porque protege da infecção pelo HIV. Se a pessoa é soropositiva, ela a protege de uma nova infecção do HIV, o que pode acarretar aumento da carga viral e resistência a medicamentos, e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Quando você não usa a camisinha está arriscando sua vida e a do parceiro/a.

Para evitar a gravidez, a camisinha pode ser usada junto com outros métodos. O uso de hormônios (pílula ou injeção) associado ao uso da camisinha aumenta a proteção contra a gravidez. Porém, é preciso consultar seu médico, pois alguns anti-retrovirais têm sua ação diminuída com o uso de hormônios. O diafragma também pode ser usado em associação à camisinha para evitar a gravidez. Já a contracepção de emergência (chamada de pílula do dia seguinte) só deve ser usada, como o próprio nome diz, em situações de emergência, como, por exemplo, quando a camisinha estourar.

Ser acompanhada por um ginecologista é muito importante em todos os casos.

A maioria dos jovens soropositivos sofre com o preconceito e a discriminação. Existem outros jovens que também são discriminados injustamente: os jovens homossexuais. Para transformarmos o nosso país em um lugar mais justo para se viver, é fundamental que a gente comece a transformar a nossa forma de olhar para o outro. Preconceito e discriminação não estão com nada! Eles estão sempre ligados à falta de informação.

Um exemplo comum desta falta de informação é associar HIV ou aids a pessoas homossexuais. Segundo o psicólogo e sexólogo Cláudio Picazio, isso acontece porque os primeiros casos da epidemia foram registrados em gays. “Com isso, uma parcela da sociedade, que é preconceituosa, aproveitou para condenar essa população, acreditando (e espalhando isso por ai!) que a aids seria uma praga contra eles. Mas esse preconceito custou caro. Muitas pessoas heterossexuais se contaminaram porque acreditaram nessa mentira e muitos não se protegem adequadamente, usando o preservativo nas relações sexuais, por exemplo, porque ainda acreditam nessa mentira!”, explica Cláudio.

Quero ter filhos

Lucia, 16 anos, é soropositiva e sonha em casar e ter um casal de filhos. “Será que eu posso? Se meu marido for soronegativo, como vou engravidar sem contaminá-lo?”

Pode ficar tranqüila, Lucia, você pode sim ter filhos. Mas para isso alguns cuidados devem ser tomados. Para garantir que seu filho não seja infectado pelo HIV, durante a gravidez e o parto, você deverá ter um acompanhamento médico adequado e tomar as medicações indicadas para que sua carga viral permaneça baixa. Para engravidar sem contaminar seu parceiro, o ideal é fazer uma inseminação artificial.
Quando o homem é soropositivo, seu sêmem terá que sofrer uma “lavagem” antes de ser inseminado artificialmente na mulher. Isso garante que ele não vai infectá-la com o HIV, caso ela seja soronegativa.
Caso o homem e a mulher sejam soropositivos, os cuidados devem ser os mesmos. Todos esses procedimentos são feitos em clínicas especializadas.

Compartilhe