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Saber Viver Profissional de Saúde » Saber Viver Profissional de Saúde n.18

03/2010

Testar e Tratar

Tratamento como estratégia de prevenção ganha força nos EUA e Europa

Um número crescente de cientistas e políticos dos Estados Unidos e da Europa vem defendendo a estratégia de testar e tratar o maior número possível de portadores do HIV, como medida de prevenção. Ao universalizar o diagnóstico e oferecer tratamento a todo HIV+, mesmo àqueles com mais de 500 CD4, acredita-se reduzir a transmissão, uma vez que mais portadores terão níveis indetectáveis do vírus no sangue. Mas ainda são incertos os benefícios para aqueles que iniciarem o tratamento antirretroviral com mais de 500 CD4, principalmente no que diz respeito à resistência, efeitos colaterais e toxicidade. Por isso, um grande estudo, o START, está sendo desenvolvido. Além de observar se os pacientes com mais de 500 CD4 serão beneficiados com o início da terapia com ARVs, o estudo vai trazer respostas sobre variações genéticas, desempenho neurológico e função pulmonar. O START contará com 4.000 participantes em 21 países, inclusive o Brasil.

No Brasil, testagem voluntária é ampliada
A Agência dos Estados Unidos para o De senvolvimento Internacional (USAID) em parceria com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e a Pact Brasil, oferecem testagem voluntária a homens que fazem sexo com homens, por meio do programa Quero Fazer. Em Recife, um trailer percorre ruas da região metropolitana frequentadas pelo público-alvo oferecendo o teste rápido contra o HIV. No Rio de Janeiro, o serviço de testagem voluntária Quero Fazer do é feito na ONG Arco Íris, no centro da cidade. O próximo passo é levar o programa para Brasília em local ainda a ser definido. Além da testagem, o serviço oferece aconselhamento antes e depois do resultado. As pessoas diagnosticadas positivas serão encami nhadas para serviços especializados do Sistema Único de Saúde (SUS).

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