Conversa Positiva

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Saber Viver Edições Especiais » Conversa Positiva » Conversa Positiva n.01

05/2002

Uma armadilha contra o HIV

Hoje existem 15 tipos diferentes de remédios anti-retrovirais que podem compor o chamado “coquetel”, com muitas combinações possíveis entre eles. Leia com atenção como a “armadilha” contra o vírus é preparada em seu organismo E não se esqueça que você é parte fundamental desse processo.

*** COMO OS REMÉDIOS FAZEM EFEITO ***

1- Os medicamentos anti-Aids atualmente disponíveis para uso são divididos em dois grupos: os inibidores de transcriptase reversa (que podem ser subdivididos em análogo de nucleosídeos e análogo não-nucleosídeos) e os inibidores de protease.

2- Os inibidores de protease bloqueiam a ação de uma outra enzima exclusiva do HIV, a protease viral. Essa enzima é responsável pela montagem correta das diversas proteínas que formam o HIV. A interferência desses medicamentos nesse processo leva à produção de vírus defeituosos e incapazes de infectar novas células.

3- Os Inibidores da Transcriptase Reversa bloqueiam a ação da transcriptase reversa (uma enzima exclusiva do HIV) dentro das células infectadas pelo vírus, impedindo a reprodução do HIV.
A associação de remédios que agem contra o HIV em diferentes fases de seu ciclo reprodutivo é fundamental para a eficácia do tratamento.

*** QUANDO OS REMÉDIOS NÃO FAZEM EFEITO ***

Quando isso acontece, o número de cópias do HIV no organismo aumenta rapidamente e o sistema de defesa volta a enfraquecer, pela diminuição do número de células T-CD4+ (chamada geralmente de CD4), aumentando o risco de aparecimento de várias infecções e alguns tipos de câncer. Isso ocorre freqüentemente quando a pessoa não toma os remédios corretamente. O HIV é um tipo de vírus que se transforma com facilidade pela sua alta taxa de mutação genética. Se por algum motivo você interromper, adiar ou usar doses inadequadas dos seus medicamentos, o seu organismo pode ficar temporariamente sem a proteção completa dos remédios. Logo, surge uma oportunidade de aparecerem partículas do vírus transformadas (mutantes) que podem ser resistentes a um ou mais remédios que você vem tomando, às vezes em um espaço de poucos dias.
A falha no tratamento pode ocorrer também quando há problemas na absorção do remédio pelo organismo, interferência química na ação do anti-retroviral causada por outro remédio, ou quando a pessoa está infectada por um vírus previamente resistente a determinado(s) medicamento(s). Quando uma dessas situações ocorre, o seu médico pode indicar a mudança do remédio. E isso muitas vezes não é nada bom, porque as opções de medicamentos geralmente são cada vez menores à medida que se modifica o tratamento.
Atualmente, existe um teste laboratorial que permite ao médico identificar quais os remédios anti-retrovirais a que a pessoa pode estar apresentando resistência. Esta tecnologia de última geração chama-se genotipagem e já vem sendo disponibilizada para alguns pacientes que apresentam determinadas características, na rede pública de saúde.

 

Como ocorre a infecção pelo HIV

1. Quando o vírus entra na corrente sanguínea, ele busca preferencialmente as células T-CD4+. O vírus consegue se reproduzir mais facilmente através dessas células, que são responsáveis pela defesa do nosso organismo contra infecções e certos tipos de câncer.

2. Através de uma enzima que só é encontrada no vírus, a transcriptase reversa, o HIV transforma a célula em uma “fábrica de vírus”. Bilhões de partículas do HIV são produzidas diariamente e saem em busca de novas células T-CD4+.

3. Ao mesmo tempo, outros milhões de células T-CD4+ que não foram atacadas continuam se reproduzindo também. Para que a defesa imunológica do organismo fique comprometida, muitas células T-CD4+ têm que ser destruídas e esse processo pode demorar muitos anos sem que você sinta qualquer sintoma ou tenha alguma complicação de saúde evidente.

 

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