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Saber Viver » Saber Viver n.42

03/2008

Vacina contra febre amarela em pessoas com HIV/aids

Vacina contra febre amarela em pessoas com HIV/aids

Devido a alguns casos de febre amarela silvestre no país, a vacinação contra a doença foi intensificada no início de 2008. Deve tomar a vacina quem mora nas regiões de risco ou está de viagem marcada para as matas destas áreas. Até o fechamento desta edição, 12 casos haviam sido confirmados e, entres estes, oito haviam sido fatais. O último caso de febre amarela urbana no Brasil ocorreu em 1942. Atualmente, a doença é transmitida nas matas, por um ciclo entre um macaco doente, um mosquito silvestre e uma pessoa. A febre amarela não passa de pessoa para pessoa.
Segundo nota técnica do Programa Nacional de DST/Aids, emitida em 14 de janeiro, a administração da vacina em pessoas infectadas pelo HIV deve ser avaliada caso a caso. De forma geral, sabe-se que as pessoas com deficiência imunológica associada ao HIV têm risco mais elevado de desenvolver complicações após o uso da vacina. Além disso, a vacina nessas pessoas pode não impedir que se instale a doença.A nota acrescenta que os soropositivos que tomarem a vacina contra febre amarela devem esperar quatro semanas para realizar os exames de carga viral e de CD4, pois como também acontece com as outras vacinas, esta provoca um falso aumento da carga viral e uma falsa queda da quantidade de CD4. Esses efeitos, porém, são passageiros.

As outras vacinas
As vacinas são importantes para manterem nosso sistema imunológico alerta contra determinadas doenças. O infectologista Gustavo Magalhães, por exemplo, oferece a vacina contra a gripe uma vez por ano para todos os seus pacientes: “Em abril e maio sugiro que todo mundo se vacine contra o influenza (o vírus da gripe). Então aproveito para checar as outras vacinas”, diz Gustavo, que trabalha no Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ) e é pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz. Ele considera importante que os soropositivos mantenham em dia, além da vacina contra a gripe, as vacinas contra a hepatite B (caso a pessoa não tenha tido a doença), a vacina dupla-adulto, que atua contra a difteria e o tétano e a anti-pneumocócica (esta última, para os pacientes que estão com CD4 maior que 200). Ele acrescenta que a prescrição da vacina contra a hepatite A deve ser avaliada caso a caso, assim como a contra a febre amarela.

Quem não deve tomar a vacina contra febre amarela*
Sintomáticos, independente da contagem de células CD4+;
Assintomáticos (não tem doenças oportunistas), cuja contagem de células CD4+ esteja inferior a 200 por mililitro de sangue.

Quem pode tomar a vacina a vacina contra febre amarela*
Assintomáticos (não tem doenças oportunistas) que tenham contagem de células CD4+ maior ou igual a 200 por mililitro de sangue.

* Fonte: Unidade de Assistência e Tratamento do Programa Nacional de DST/Aids

 

 

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