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Solução » Solução n.11

02/2006

“Valeu a pena ter feito Farmácia”

Para farmacêutica carioca, a cooperação da equipe é
responsável pelo êxito do atendimento a soropositivos


A farmacêutica Luciana Massari, 34 anos, é responsável pelos medicamentos do Programa de Aids da Farmácia do Hospital Municipal Raphael de Paula Souza, situado em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. O local tem quase 800 pacientes cadastrados e é referência no atendimento a soropositivos. Luciana atribui o bom desempenho de seu trabalho à união da equipe: “Aqui todo mundo se ajuda, não faço nada sozinha”, explica. Ela administra esse setor da farmácia há um ano e meio, mas ele já existe há mais de dez.

Como funciona o Programa de Aids do hospital?
Recebemos os medicamentos específicos para HIV da Coordenação de Apoio Logístico do município, a S/CIN/CAL. Você pode ver que, no nosso mural, está afixado um bilhete: “Pegar medicação de Aids na 2a. feira (06/02/06) no S/CAL, às 10h”. Esse horário é agendado por e-mail, e o nosso funcionário vai buscar. Então, fichamos a entrada de cada medicamento e o estoque é organizado para priorizar a dispensação do medicamento com a menor data de validade (sistema PEPS “primeiro que entra, primeiro que sai”, o que hoje está mais ligado à validade do que à ordem de chegada).

Essas fichas são preenchidas no computador?
Não, as fichas de controle de estoque (fichas de prateleira) são preenchidas manualmente. Não podemos deixar de anotar cada entrada e cada saída, é importante para o controle do estoque. As receitas de controle especial (específicas para os medicamentos do Programa) são digitadas e depois enviadas, por e-mail, para o Sérgio Aquino, da Secretaria Municipal de Saúde [ver matéria da pág. 4].

No trabalho da farmácia, o fundamental é esse controle do estoque?
Resolvemos toda a logística relacionada aos medicamentos para os pacientes internos ou ambulatoriais, mas não entregamos só os remédios. Conferimos cada prescrição com a ficha dos pacientes e procuramos auxiliá-los no que for preciso. Quando você vê que ajudou o paciente, sente que valeu a pena ter feito Farmácia. O fundamental é a Atenção Farmacêutica.

Como vocês fazem quando falta remédio?
Não temos esse problema porque trabalhamos com um estoque de segurança de 20%. Assim, nos períodos de escassez, atendemos todo mundo.

A que você atribui o êxito do seu trabalho?
Agora chegou um paciente para pegar remédio. Como estou dando a entrevista, a Giovana, que é a chefe do setor, atendeu. Mas o dispensador é, na verdade, o José Antônio, que me ajuda muito na digitação das fichas. Às vezes, fica uma porção delas por digitar e, num dia que esteja mais calmo, como um sábado, ele põe tudo no computador. Aqui todo mundo se ajuda, não trabalho sozinha.

SAIBA +
Hospital Municipal Raphael de Paula Souza,
Estrada da Curicica, 2000 | Curicica
Rio de Janeiro.
Farmácia Central: (21) 2441 5426

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