Tá na Hora

  • Fonte normal
  • Aumentar fonte
  • Adicionar a favoritos
  • Imprimir
  • Envie para um amigo:





Saber Viver Edições Especiais » Tá na Hora » Tá na Hora n.01

12/2006

Cuide de sua saúde e encare o HIV com mais tranqüilidade

Pense bem: tudo por que passamos na vida nos traz algum aprendizado. O mais importante que se pode aprender da experiência de ter HIV/aids é ter um cuidado maior consigo mesmo. Sem dúvida, a saúde de quem é soropositivo merece toda a atenção!
Tomar os anti-retrovirais corretamente já é uma ótima atitude. No entanto, você pode fortalecer ainda mais sua saúde cuidando da sua alimentação, praticando exercícios físicos e adquirindo hábitos mais saudáveis. Além disso, fique atento aos sinais que seu corpo dá e procure ajuda sempre que algo não estiver bem.

Dê uma força para sua saúde
Praticar exercícios e ter uma alimentação saudável é bom para qualquer pessoa. Imagina para quem tem a saúde mais vulnerável, como é o caso de quem tem HIV/aids!
Vamos começar pela alimentação. O ideal é comer pouco e várias vezes ao dia. Café da manhã, almoço e jantar são as refeições principais. Entre elas, faça pequenos lanches que incluam, por exemplo, frutas, sucos naturais, iogurtes, pães integrais, queijo. Evite comidas gordurosas e capriche nos legumes e verduras. Procure a orientação de um nutricionista. Ele vai ajudá-lo a montar um cardápio saudável e saboroso, de acordo com suas necessidades. Peça informações na sua unidade de saúde.
A atividade física fortalece o corpo, melhora a circulação sanguínea e faz com que todos os órgãos funcionem melhor. Converse com seu médico sobre seu interesse em se exercitar e procure a orientação de um professor de educação física. Mas enquanto não inicia uma prática regular, caminhe. Nos fins de semana, ao ar livre. Durante a semana, se não houver muito tempo, tente caminhar até um ponto de ônibus mais longe na hora de ir ou voltar do trabalho. Já é um começo.

Prepare-se para lidar com os efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns relacionados aos antiretrovirais são enjôo, dor de cabeça, cansaço, diarréia, problemas gástricos, manchas na pele, insônia e dormência. Pergunte à equipe de saúde que efeitos colaterais seus medicamentos podem provocar e o que fazer caso ocorram. Aproveite todas as consultas com os profissionais de saúde para relatar o que vem sentindo. A maioria dos efeitos colaterais tende a diminuir com o passar do tempo. E muitos deles podem ser controlados. Seja persistente.
Em longo prazo, os anti-retrovirais costumam causar aumento nas taxas de colesterol e triglicerídeos, o que pode levar ao risco de doenças no coração. Com alimentação balanceada, com menos gordura e açúcar, e exercícios aeróbicos (caminhada, corrida, natação, bicicleta) você pode equilibrar essas taxas. Essa é a forma também de combater a lipodistrofia (mudanças na distribuição da gordura corporal), que pode ocorrer depois de algum tempo de terapia antiretroviral.

Cuidados no dia a dia que fazem toda a diferença:

• O CIGARRO É UM VENENO PARA SAÚDE. Isso não é novidade para ninguém. Fumar aumenta ainda mais a probabilidade de acidente vascular e infarto entre os portadores do HIV, sobretudo naqueles que tomam os anti-retrovirais.

• O ÁLCOOL SÓ ESTÁ LIBERADO EM DOSES  MODERADAS. O uso constante ou em grandes quantidades causa danos ao fígado, já sobrecarregado pelos medicamentos. Muita gente, quando bebe, se esquece de tomar o remédio ou acha melhor não tomar. Está errado: o importante é tomar o remédio e não exagerar na bebida.

 • O SONO REPÕE AS ENERGIAS. Não menospreze o valor que uma boa noite de sono tem para sua saúde. Dormir bem favorece o bem estar e a disposição para enfrentar os desafios.

 • NÃO DEIXE MAIS A CAMISINHA DE LADO. Ela evita que você transmita o HIV para outras pessoas. Evita que você se recontamine pelo HIV e eleve sua carga viral. Evita outras doenças sexualmente transmissíveis que podem ser mais agressivas em quem é soropositivo. Enfim, a camisinha é uma grande aliada da sua saúde. A camisinha feminina tem sido cada vez mais usada pelas mulheres que querem ter maior controle sobre sua saúde.

• MEDICAMENTOS PARA DORMIR E PARA DEPRESSÃO podem ser mais tóxicos para quem toma anti-retrovirais. Eles só devem ser usados com orientação médica.

Compartilhe