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Circulador » Circulador n.03

12/2007

Vilas Olímpicas

Um encontro marcado com o esporte, a convivência e a cidadania

Crianças, jovens, adultos e idosos estão tendo a oportunidade de ir além da simples prática de atividades físicas nos espaços das Vilas Olímpicas. Com o apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL), elas se tornam ambientes cada vez mais integrados à comunidade e suas necessidades. No embalo do mês da valorização da paternidade, as Vilas aproveitaram para colocar o assunto em discussão. “Pautamos a paternidade como tema, mas a equipe interna de cada Vila determinou quais seriam as atividades”, explica Júlio César Camargo, psicopedagogo da SMEL.

O professor de jiu-jitsu Ralph Siqueira e seu grupo de alunos da Vila Olimpica da Gamboa: “Aqui elas aprendem que é muito melhor brincar do que brigar!”

Para além da técnica
Para possibilitar uma maior riqueza nas trocas entre Vila Olímpica e comunidade, entre professor e aluno, a formação de grupos de estudos têm sido fundamental. “O Centro de Estudos é um encontro que pretende pensar a formação do aluno, mas também do professor, por isso o foco principal é sensibilizar o profissional para que ele perceba melhor e valorize sua prática”, diz Julio César.
Na Vila Olímpica da Gamboa, o tema central de estudo, este ano, foi a responsabilidade do professor no exercício de sua função. Cida Paranhos, assistente social da Vila, comenta: “Eles não podem ser só técnicos, precisam olhar os alunos nos olhos, dar um abraço. Homens têm essa dificuldade às vezes, mas têm que perder!”.

Conversa emocionada entre pais e filhos
Em agosto de 2007, o mês de valorização da paternidade deu ibope na Maré. A equipe multidisciplinar da Vila Olímpica da comunidade intermediou um belo trabalho por lá. Algumas crianças que praticam atividades na Vila resolveram abrir um fórum de debate com os pais. Os pequenos não deram trégua. Corajosos, questionaram a respeito do amor dos pais, de suas lembranças e participação nos primeiros meses de vida de seus filhos, além de sua relação com a gravidez da mulher e com preconceitos. A resposta dos pais não ficou atrás e emocionou: “Quando minha filha começou a andar, eu queria dar uma festa, correr com ela. Queria comemorar cada passinho”, disse Franciliano, ao ser perguntado sobre o primeiro ano da filha.
Um vídeo produzido pelas próprias crianças, com a ajuda da equipe de psicólogos, assistentes sociais e a professora de teatro da Vila, documentou esse encontro emocionado entre pais e filhos. “O resultado final é lindo e muito valioso na vida de cada um – das crianças e, com toda certeza, dos pais que se dispuseram a conversar.”, diz Júlio César, psicopedagogo da SMEL.

 

Vale a pena!

O melhor da vida é ser pai no momento certo. Fui irresponsável com a mãe de meu primeiro filho e acabei tendo pouco contato com ele, mas estou tentando resgatar. Já com minha segunda filha, tenho uma relação muito mais próxima. Sou o primeiro educador da vida de meus filhos. Rodrigo Marques, 25 anos, professor de dança de salão e capoeira da Vila Olímpica da Gamboa, pai de Renan, 5 anos, e Raissa, 18 meses.

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