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Solução » Solução n.23

04/2008

Você está vacinado?

Quem trabalha em contato com pacientes de saúde frágil também tem que se cuidar

Seguir à risca o calendário de vacinação é uma tarefa exercida geralmente por quem está do lado oposto ao balcão do farmacêutico. Mas se este profissional costuma ser responsável por informar, orientar e estimular o paciente durante o tratamento, deve também dar o exemplo de prevenção de doenças. Mesmo assim, a maioria não costuma tomar vacinas. Sobre esta falha no exercício de promoção da saúde, a médica infectologista Luciana Pedro, do Centro de Informação em Saúde para Viajantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), alerta: “Ao contrário do que supõe o senso comum, a imunização é uma estratégia contínua, que deve ser realizada mesmo após a infância”.

Todos devem imunizar-se contra tétano e hepatite B
Segundo Luciana, há vacinas imprescindíveis a todos os adultos, como a antitetânica, e outras que podem estar relacionadas à ocupação profissional ou a alguma doença de base. Segundo ela, todo profissional de saúde deve receber a vacina contra hepatite B. Para os que atuam na dispensação de antiretrovirais, ela também considera importante a imunização contra doenças transmitidas por via respiratória, como gripe, rubéola, sarampo, caxumba e catapora: “É um cuidado especial que o profissional deve ter para não se tornar um carreador de infecções”, orienta.

Ciente desta necessidade, o farmacêutico Marcus Venícius Toscano de Britto, que dispensa anti-retrovirais no Hospital de Ipanema, no Rio de Janeiro, dedica-se anualmente à imunização contra a gripe: “A proximidade com o paciente é essencial para garantir a adesão ao tratamento e a ocorrência de uma gripe não pode comprometer este contato”, reconhece.

Consulte seu médico
A infectologista Luciana Pedro informa que, além das vacinas indicadas pelo Calendário Nacional de Vacinação, perfis específicos podem ser atendidos pelos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais, presentes em todos os estados brasileiros. É o caso de pacientes soropo- sitivos, que têm direito à vacina antipneumocócica. A infectologista alerta ainda para a importância da consulta médica antes de qualquer imunização: “Vacinas podem provocar reações adversas, embora este seja um quadro raro e geralmente pouco grave. Mesmo assim, é preciso prestar atenção às doenças de base, ao uso de medicamentos e a possíveis alergias que possam desencadear efeitos colaterais”, adverte.

SAIBA MAIS:
Confira o Calendário de Vacinação do Adulto e do Idoso:http://www.ccs.saude.gov.br/revolta/ calendario3.html

Consulte a relação de Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais:
http://portal.saude. gov.br/portal/arquivos/pdf/cries_atualizados.pdf

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