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Solução » Solução n.09

10/2005

XIV Congresso Paulista de Farmacêuticos

Maior evento multidisciplinar de farmácia do estado de São Paulo reúne três mil profissionais

O XIV Congresso Paulista de Farmacêuticos, realizado entre os dias 01 a 04 de outubro, foi organizado pelo Conselho Regional deFarmácia (CRF-SP) e reuniu cerca de três mil profissionais e estudantes de diferentes estados brasileiros.
Durante o evento, que acontece a cada 2 anos, houve o lançamento da 7ª campanha de Educação e Saúde, cujo objetivo é capacitar o farmacêutico para ser um educador de saúde e ajudar no diagnóstico de algumas doenças. O tema deste ano foi diabetes, e 210 farmácias do Estado de São Paulo participaram da empreitada. A idéia destas campanhas é mudar o olhar da população em relação ao farmacêutico e à farmácia, explica Francisco de Paula Garcia Caravante Júnior, presidente do CRF-SP: “O Conselho Regional de Farmácia de São Paulo tem trabalhado para que a farmácia seja um ponto de referência em saúde e qualidade de vida para a população, e não apenas um estabelecimento comercial”.

Trabalhar para que a farmácia seja um ponto de referência em saúde e qualidade de vida para a população foi um dos objetivos do XIV Congresso Paulista de Farmacêuticos.

O papel do farmacêutico na epidemia do HIV/Aids foi tema de mini-simpósio

Um dos destaques do evento foi o mini-simpósio que debateu o papel do farmacêutico no tratamento e na pesquisa de vacina contra o HIV. Os temas foram abordados por Antônio Peppe, farmacêutico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, e Bosco Christiano Maciel da Silva, pesquisador do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração. Peppe falou sobre a função do farmacêutico na adesão ao tratamento e ressaltou a importância da humanização e da melhoria da infra-estrutura das farmácias dos serviços públicos para o atendimento aos usuários. Segundo Peppe, a informação correta ajuda na adesão. “No início do tratamento, é preciso explicar os efeitos colaterais, como náusea e vômito, e enfatizar que, depois de três meses, esses sintomas somem”, comenta. Mas o farmacêutico acredita que não se deve exagerar ao falar com o paciente sobre os riscos de perder o horário da tomada da medicação. “Penso que há um rigor exagerado nesta área, relacionado ao início do acesso universal aos medicamentos. Essa exigência transforma a vida do portador do HIV em um relógio e acaba por prejudicar a adesão, pois, ao perder o horário, a pessoa mal orientada deixa de tomar a medicação”, explica Peppe.

Bosco Christiano apresentou uma pesquisa multidisciplinar realizada por farmacêuticos, médicos e biólogos do laboratório de Imunologia Celular e Tissular do Instituto do Coração em parceria com profissionais do Hospital Pitié-Salpêtrière de Paris. O estudo ainda está em fase laboratorial e a proposta é que os testes clínicos terminem em dois anos.

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Conselho Regional de Farmácia de São Paulo
www.crfsp.org.br

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