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Solução » Solução n.14

08/2006

XVI Conferência Internacional de Aids

Realizada em Toronto, Canadá, de 13 a 18 de agosto, a XVI Conferência Internacional de Aids reuniu comunidade científica e sociedade civil para discutir novos medicamentos, tecnologias de prevenção e acesso aos anti-retrovirais, entre outros temas


Na área de prevenção, a Conferência apresentou resultados animadores. As pesquisas com microbicidas, formulados em gel ou creme para serem usados antes da exposição ao vírus, oferecem uma ótima alternativa de prevenção para a população feminina. O que se investiga são substâncias com ação de barreira física contra o HIV para impedir a entrada nas células da mucosa vaginal. A expectativa é que os primeiros resultados positivos estejam disponíveis em dois anos, e o produto, acessível à população em cinco.

Também se estuda a ação combinada de microbicidas com as drogas usadas no combate ao vírus, principalmente os inibidores de integrase e de fusão. Estudos com o anti-retroviral tenofovir como método preventivo contra o HIV também obtiveram destaque. O medicamento está sendo testado em pessoas não portadoras do HIV, pertencentes a grupos vulneráveis para a infecção. A circuncisão masculina foi outro método preventivo apresentado no evento. Segundo os cientistas, essa operação pode diminuir em até 60% a chance dos homens de contrair o vírus da aids.

Tratamento de co-infecções
As co-infecções HIV/tuberculose e HIV/hepatites B e C foram debatidas em várias sessões da Conferência, demonstrando que um dos grandes desafios para o tratamento da aids hoje é a associação de terapias sem o comprometimento do bem-estar do paciente. A recomendação apresentada na mesa “Avanços no Acompanhamento das Hepatites Virais” é que todo portador do HIV seja avaliado para o HCV e tratado, quando necessário.

Já para a co-infecção HIV/TB, algumas particularidades podem dificultar o tratamento. O início precoce da terapia anti-retroviral, logo após o diagnóstico da tuberculose, pode causar a Síndrome da Reconstituição Imune, e a interação indesejável entre os tuberculostáticos e grande parte dos anti-retrovirais é significativa.

Novos medicamentos
O inibidor da integrase, o bloqueador de CCR5 e novos inibidores de protease foram algumas das novidades no campo de tratamento contra o HIV. O inibidor da integrase é capaz de impedir essa enzima de inserir o DNA viral do HIV no gene humano. Inibir essa função essencial da integrase bloqueia a capacidade do vírus de se replicar e infectar novas células.
O inibidor de protease darunavir, desenhado para portadores com falhas terapêuticas, já comercializado em países do primeiro mundo, é uma aposta dos médicos brasileiros no auxílio à terapia anti-retroviral disponível no país.
Outra novidade é a terapia tripla, que condensará em uma única pílula os ARVs tenofovir, emtrecitabina e efavirenz, produzidos pelos laboratórios Merk, Sharp & Dohme, Bristol-Myers Squibb e Gilead.

 

NOTAS

Anvisa cria Disque-Intoxicação

Desde março de 2006, profissionais de saúde podem contar com um serviço 0800 que os auxilia a prestar primeiros socorros e a prescreverem tratamento adequado em caso de intoxicação.

O Disque-Intoxicação, criado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), atende pelo número 0800 722 6001, é gratuito e atende todo o território brasileiro, 24 horas por dia, sete dias por semana, durante todo o ano.

Cada ligação é transferida para um dos 36 Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Ciats) espalhados por 19 estados brasileiros. Em respostas rápidas, são dadas orientações sobre como proceder com um paciente intoxicado.

Por outro lado, as informações coletadas possibilitam delinear um mapa da situação do país no que diz respeito à intoxicação. Os dados são encaminhados pelos Ciats à Anvisa e ao Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox). Desse modo, são identificados eventuais números expressivos e recorrentes de intoxicação por uma mesma substância. Informações como essas permitem que os fabricantes sejam contatados pela Anvisa para rediscutir responsabilidades e reavaliar a segurança de seus produtos.
Por enquanto, o serviço tem sido divulgado para os profissionais de saúde.

Uma campanha dirigida à população em geral será realizada após o período eleitoral.

SAIBA +
www.anvisa.gov.br
www.fiocruz.br/sinitox

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