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Saber Viver » Saber Viver n.42

03/2008

Zidovudina + lamivudina + efavirenz

Terapia mais usada em início de tratamento

Nesta edição, a Saber Viver volta a falar da combinação de medicamentos mais utilizada em pacientes que estão começando a tomar os remédios contra a aids: zidovudina + lamivudina + efavirenz. Esta é a associação que o Consenso Terapêutico do Ministério da Saúde sugere para pacientes em início de tratamento com os anti-retrovirais. “É uma combinação extremamente eficaz, muito bem tolerada pelos pacientes, com baixo índice de toxidade e lipodistrofia, ou seja, causa pouca alteração de distribuição de gordura no corpo”, afirma o infectologista Estevão Portela. “Além disso, é uma combinação fácil de tomar, uma vez que conta com apenas três comprimidos: dois da composição da zidovudina com a lamivudina em um único comprimido de efavirenz – que podem ser ingeridos com ou sem alimentação, sendo um comprimido de zidovudina+ lamivudina de 12 em 12 horas e um comprimido de efavirenz uma vez ao dia, preferencialmente à noite”, diz Portela.

Efeitos colaterais
Apesar de não serem freqüentes, os efeitos adversos da zidovudina são bastante conhecidos pelos médicos e, por isso, podem ser rapidamente identificados. A zidovudina, também conhecida como AZT, pode provocar anemia (redução dos glóbulos vermelhos no sangue). “Entretanto, somente 5% dos pacientes que utilizam este medicamento desenvolvem um quadro mais grave de anemia”, explica o infectologista. Segundo Estevão Portela, a lamivudina praticamente não causa efeitos colaterais.
No caso do efavirenz, os efeitos mais comuns são tontura, náusea, alterações de humor, sonolência e sonhos vívidos. “Em função dessas reações, o efavirenz deve ser tomado de noite, antes de dormir. E para reduzir esses possíveis efeitos, deve-se, nas primeiras semanas, tomar o efavirenz de estômago vazio. Os desconfortos iniciais tendem a desaparecer com o tempo, caso contrário, a pessoa deve buscar alternativas com o seu médico para minimizá-los”, afirma Portela.

Evitando a resistência
Para evitar que o HIV fique resistente ao tratamento, é preciso que o paciente tome os comprimidos de forma correta e sempre na hora certa. “A maioria dos pacientes opta por tomar um comprimido de zidovudina+lamivudina às 10 horas da manhã e o outro junto com o efavirenz, às 10 horas da noite. O importante é que o horário escolhido seja sempre o mesmo, inclusive nos finais de semana” ensina o infectologista. “O uso correto dos medicamentos pode permitir que, no futuro, o paciente tenha maiores opções de tratamento”, afirma.

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